O prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira, esteve na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na terça-feira (20) para prestar esclarecimentos sobre denúncias de suposta violação do Estatuto das Blitzes. O caso veio à tona após manifestação do deputado Giovani Ratinho (Solidariedade) em plenário, no último dia 14.
A controvérsia surgiu por conta de uma portaria publicada no Diário Oficial que prevê a criação de uma comissão técnica para elaborar estudo sobre a exploração do serviço público de remoção, guarda e depósito de veículos apreendidos. A medida foi interpretada por opositores como uma brecha para favorecer empresas ligadas ao setor.
Na visita à Alerj, Léo Vieira se reuniu com os deputados Alan Lopes e Filippe Poubel, ambos do PL, que são autores da lei que criou o Estatuto das Blitzes. Poubel, que também havia criticado o prefeito em plenário afirmando que ele estaria “alimentando” a chamada máfia dos reboques, gravou um vídeo posteriormente para esclarecer que houve um mal-entendido. O conteúdo foi publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (20).
Segundo Poubel, a medida anunciada pela prefeitura não teria ligação com empresas de reboque e estaria voltada para situações específicas de veículos abandonados em vias públicas.
O prefeito também explicou a motivação da portaria. “Esses veículos estão nas ruas, nas calçadas, prejudicando a passagem de pedestres, cadeirantes e idosos. Precisamos regulamentar o pátio para fazer esse recolhimento de forma legal”, disse Léo Vieira.
De acordo com ele, o objetivo é recolher carros abandonados que acabam se transformando em sucatas a céu aberto e dificultam a mobilidade urbana.






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