O policial penal José Rodrigo da Silva Ferrarini disparou um tiro no pé de um entregador na comunidade conhecida como Merck, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, na madrugada deste sábado (30). O caso ocorreu depois que o trabalhador se recusou a subir no apartamento para entregar o lanche.
A vítima, que foi identificada como Valério dos Santos Junior, filmou a ação e aparece nas imagens assustada, dizendo que mora na região e pedindo ajuda logo após ser atingida no pé. O entregador foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Governador já foi comunicado sobre o caso
O deputado estadual Filippe Poubel (PL) se posicionou sobre o ocorrido em postagem nas redes sociais e afirmou que já falou com o governador Cláudio Castro (PL) sobre o caso. Ele enfatizou que vai juntar esforços para que o crime não fique impune.
“Isso é um absurdo, inaceitável, inconcebível. Já entrei em contato com o governador. Isso não ficará impune, esse crime não ficará impune. Um crime bárbaro, inaceitável. Medidas cabíveis serão tomadas, e vou lutar arduamente para que esse crime não fique impune”, destacou Filippe Poubel.
Os deputados Douglas Gomes (PL), Dani Monteiro (Psol), Márcio Gualberto (PL) e Flávio Serafini (Psol) também condenaram a atitude do policial em suas redes sociais.
O que diz o iFood
Em nota oficial, o iFood confirmou o ocorrido, destacando que não tolera qualquer tipo de violência contra entregadores parceiros e lamenta profundamente o incidente envolvendo o entregador.
“O iFood vai disponibilizar ao entregador Valério os serviços da Central de Apoio Jurídico e Psicológico, oferecidos em parceria com a organização de advogadas negras Black Sisters in Law, garantindo acesso à justiça e assistência emocional ao parceiro. A empresa está à disposição das autoridades para colaborar no que for necessário”, afirmou a companhia.
O caso é investigado pela 32ª DP (Taquara). A vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito e testemunhas são ouvidas. Segundo a Polícia Civil, a arma do agente foi recolhida e será periciada. Outras diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. Assista:
Protesto e antecedentes
O episódio gerou indignação entre entregadores, que se reuniram em frente à casa do policial em protesto hoje pela manhã. Eles cobraram punição pelo ato violento, que ganhou repercussão nas redes sociais.
Ferrarini atua como policial penal e está na ativa. Em 2013, recebeu uma moção de louvor da Câmara Municipal do Rio, por iniciativa do vereador Edson Zanata, que morreu em 2020 vítima de Covid-19.

Veja o protesto:
Posição oficial
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que Ferrarini é policial penal e ressaltou que o episódio ocorreu fora do exercício de suas funções. Segundo a pasta, a Corregedoria acompanha o caso junto à delegacia responsável.
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