Jorge Mauro Ruas de Paiva, de 51 anos, foi assassinado a tiros por um policial militar durante uma roda de pagode em um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada deste sábado (10). O crime foi registrado por câmeras de segurança do local e mostra pessoas correndo após os disparos. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso.
O homicídio aconteceu em um bar localizado na Rua Manoel Henrique, no bairro Comendador Soares. As imagens captadas pelo circuito interno mostram o autor do crime, Vinicius Rodrigues Pacheco, de 37 anos, se aproximando da vítima com um copo de cerveja em uma mão e uma arma na outra. O militar é lotado no 41ª BPM (Irajá).
O local estava cheio e dezenas de pessoas presenciaram o ataque. No vídeo, é possível ver o policial atirando pelo menos três vezes à queima-roupa. Assista:
Após o crime, Jorge chegou a ser socorrido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu. Seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), de Nova Iguaçu.

Ainda segundo testemunhas, Jorge e o suspeito teriam discutido momentos antes dentro do bar. No entanto, a esposa da vítima, que preferiu não se identificar, nega que tenha ocorrido qualquer desentendimento. Segundo ela, Jorge estava no local acompanhado de um casal de amigos.
Companheira da vítima há uma década, ela expressou um profundo sentimento de indignação:
”É um sentimento de revolta, de injustiça, de crueldade. Um policial, que deveria proteger e guardar a população, não cumpriu o seu papel. Ele não honrou a farda que vestia, nem a palavra que jurou. Quando alguém escolhe ser policial, escolhe proteger. E ele fez exatamente o contrário. Estou indignada. Como alguém que se diz policial faz uma coisa dessas, na frente de tantas pessoas, contra um homem inocente, que nunca o ameaçou, nunca fez nada contra ele?”, questionou.
O corpo de Jorge Mauro foi sepultado no domingo (11), no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu. A vítima deixa dois filhos.
A Polícia Militar informou que um processo apuratório foi instaurado e está colaborando com as investigações junto a Polícia Civil.
“O comando da corporação reitera ainda que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”, diz a nota.
Segundo a Polícia Civil, agentes realizam diligências para apurar a autoria e a motivação do crime.






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