Uma cena lamentável marcou o fim da partida entre Duque de Caxias e Cabofriense, válida pela Série A2 do Campeonato Carioca, no último sábado (13). Após o empate sem gols que decretou o rebaixamento do time da Baixada Fluminense para a terceira divisão estadual, jogadores do Duque de Caxias pularam o alambrado e partiram para cima de torcedores nas arquibancadas do Estádio Romário de Souza Faria, o Marrentão, em Xerém.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que os atletas invadem a arquibancada. O lateral Léo Júnior foi o primeiro a ultrapassar a grade de proteção, seguido pelo volante Eduardo (conhecido como Neném) e pelo atacante Luiz Augusto, que aparece nas gravações agredindo torcedores — entre eles, Lucas Quirgo, membro da torcida organizada.
“Estávamos protestando contra o rebaixamento do time quando alguns jogadores vieram em direção aos torcedores de forma agressiva. Um dos torcedores é uma pessoa com deficiência, e eu entrei na frente para protegê-lo. Foi nesse momento que os jogadores partiram para cima de mim e me agrediram covardemente. Eram cerca de 10 jogadores contra mim”, relatou Lucas em entrevista ao Globo.
Os atletas, por sua vez, alegam que reagiram após suspeitarem que familiares haviam sido agredidos por torcedores durante a confusão. Fontes ouvidas pela reportagem, no entanto, negam que qualquer familiar dos jogadores tenha sido agredido.
Em nota oficial, o Duque de Caxias repudiou “veementemente” os atos de violência e afirmou que tomará “as medidas internas cabíveis” contra os atletas envolvidos. “Lamentamos profundamente este episódio, que marca uma das páginas mais tristes da nossa trajetória”, diz o texto. O clube destacou ainda que havia solicitado o patrulhamento da Polícia Militar e contratado segurança privada para o jogo.
O clube também manifestou solidariedade à sua torcida organizada, chamada de “barra brava”, que classificou como “um dos maiores patrimônios da nossa história”.
Com o empate diante da Cabofriense, o Duque de Caxias selou sua queda para a terceira divisão do futebol estadual. O próximo torneio está previsto para começar em setembro, mas o clube ainda disputa a Copa Rio e a Série B1 do Campeonato Carioca. A diretoria destacou que atravessa sérias dificuldades financeiras, com recursos escassos para manter o elenco.
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio. A expectativa é que o caso seja incluído na súmula da partida e analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio.
Veja o vídeo:






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