Vídeo grava assassinato de líder de milícia em Nova Iguaçu; veja

Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, foi morto em uma ação com ao menos oito homens encapuzados e armados com fuzis

Uma câmera de segurança gravou o assassinato de um dos líderes da maior milícia do Rio, morto a tiros nesta terça-feira (13) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em meio a uma guerra interna no grupo paramilitar.

As imagens mostraram ao menos oito homens encapuzados descendo de três veículos com fuzis para matar Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya. O crime ocorreu na Estrada das Cambucas, no Jardim Alvorada, em uma ação que durou menos de um minuto. Veja o vídeo do assassinato.

A ação começou após Jiraya descer do seu carro e entrar em um estabelecimento. Em seguida, criminosos que o seguiam em três veículos começaram a descer já atirando em uma ação orquestrada.

O veículo mais à frente freou bruscamente próximo à esquina. Criminosos em um segundo veículo já saíram atirando no local onde estava Jiraya. Outros homens a bordo de um terceiro carro ficaram atrás, atirando e dando cobertura à ação.

Fontes da Agenda do Poder na Polícia Civil indicam que Jiraya integrava a milícia chefiada por Juninho Varão e coordenava ações para invadir a área de domínio do Bonde do Zinho, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

Um morador gravou um vídeo quando o corpo foi encontrado, durante o dia, próximo a uma calçada. “C…, acabou de morrer!”, disse a testemunha.

“Acabou de matar. Muito tiro mesmo. Eu nem sabia o que era, ficou até com os ossos quebrados. Eu escutei o barulho, mas pensei que eram fogos”, disse outro homem, em gravação por áudio após a localização do corpo.

Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, foi morto a tiros em Nova Iguaçu / Crédito: redes sociais

Jiraya usou a própria filha de escudo humano quando foi preso

Jiraya chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de arma em maio de 2020 em Paciência, um dos redutos da milícia na Zona Oeste do Rio. Na ocasião, usou a própria filha como escudo humano, segundo a Polícia Civil.

“Ele [Jiraya] estava na sala e correu para o interior da residência, diretamente para o quarto da filha com meses de idade e a agarrou. A companheira dele também se agarrou neles. Ele não queria se entregar. Mesmo abraçado com a filha, resistiu à voz de prisão e teve que ser contido”, disse na época o delegado Felipe Curi, hoje secretário da Polícia Civil.

Com mandados de prisão por homicídio e organização criminosa, ele também era investigado por suspeita de envolvimento na morte do policial civil Rodrigo Guadagno dos Santos, assassinado ao ser baleado no pescoço em uma ação na favela de Antares, em Santa Cruz, também na Zona Oeste.

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