O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou nesta quarta-feira (26), em entrevista à GloboNews, que a substituição de Nísia Trindade por Alexandre Padilha (PT) no Ministério da Saúde tem como objetivo aprimorar a comunicação e a articulação entre o governo federal e estados e municípios. Segundo ele, a mudança não representa uma crítica à gestão de Nísia, mas um ajuste para a segunda fase do governo Lula (PT).
“Essa é a segunda mudança que o presidente faz. A primeira foi na comunicação, onde ele colocou um novo ministro, o Sidônio, com o objetivo de melhorar a informação, customizar mais a informação, capilarizar, dar mais visibilidade, segmentar a informação e fazer com que a população tenha a percepção exata do que o governo está fazendo, porque é um volume muito grande de ações em várias áreas, mas isso não é perceptível pela população”, explicou Rui Costa.
O ministro destacou o trabalho de Sidônio Palmeira na reestruturação da estratégia de divulgação governamental. “O Sidônio está em um esforço enorme, trabalhando bastante, de 12 a 14 horas por dia com a equipe que ele montou, para repaginar a comunicação e fazer com que a população tenha o direito à informação”, acrescentou.
Rui Costa ressaltou que Nísia Trindade teve um papel essencial na reestruturação do Ministério da Saúde. “O presidente conversou com a ministra Nísia, que fez um trabalho enorme de reconstrução da pasta. E digo reconstrução porque a Nísia encontrou na carteira do ministério 4,5 mil unidades básicas de saúde que prefeitos e governadores tinham instalado, algumas funcionando e outras não, e que há quatro anos esperavam credenciamento do Ministério da Saúde”, afirmou.
“Nísia teve um papel de reorganizar o SUS”, diz Costa
Ele também destacou que havia 4 mil obras de CAPS, UPAs, PSFs e hospitais paralisadas, além de leitos de UTI que aguardavam credenciamento pelo SUS. “O SUS é um financiamento tripartite. E, portanto, ela teve um papel de reorganizar o SUS, reiniciar as obras, refazer o pacto federativo, dando as mãos de novo aos prefeitos e governadores para fazer o SUS”, pontuou.
Sobre a mudança, Costa afirmou que é um ajuste de perfil. “É mais uma mudança de perfil para um segundo tempo do jogo, de mais comunicação também e de mais articulação com os entes federados. Mas a ministra fez um enorme trabalho e sai com um saldo de um programa importante que ela lançou, que foi o mutirão de cirurgias”, disse.
O mutirão de cirurgias eletivas foi um dos programas de destaque da gestão de Nísia e alcançou o maior número de procedimentos desse tipo na história do SUS. “Agora, ela deixa pronto para Padilha encaminhar o reforço desse mutirão de cirurgias, cuja meta é zerar até 2026 a fila de vários procedimentos”, concluiu.
Com informações de Brasil 247
Rui Costa analisa trocas do governo Lula. Presidente demitiu Nísia e deslocou Padilha para a pasta da Saúde: "É uma mudança de perfil, mas a ministra fez um enorme trabalho".
— GloboNews (@GloboNews) February 26, 2025
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