O Palácio do Planalto confirmou para esta terça-feira (25) uma solenidade com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Saúde, Nísia Trindade, que enfrenta pressão e incertezas sobre sua permanência no cargo diante da iminente reforma ministerial. Pela manhã, ambos anunciarão um acordo para a produção de vacinas, medicamentos e outros insumos, fruto de parcerias público-privadas.
Nos últimos dias, Nísia buscou apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para tentar se manter no comando da pasta. Apesar da crescente expectativa de sua saída, ambos articulam sua permanência junto a Lula. Como parte da estratégia, Costa e Gleisi chegaram a planejar uma apresentação da versão final do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) ao presidente.
O PMAE é visto por Lula como uma aposta importante na área da Saúde, mas os resultados apresentados até agora não o convenceram. A insatisfação do presidente com a condução do programa tem sido um dos principais fatores que impulsionam a possível mudança no ministério. Além disso, a queda na popularidade do governo, evidenciada por pesquisas recentes, aumentou a pressão por reformulações na equipe.
Padilha é nome cotado para a Saúde
A troca no Ministério da Saúde pode marcar o início das mudanças planejadas por Lula, com a substituição de Nísia pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). No entanto, aliados de Rui Costa consideram a escolha de Padilha problemática, pois fortaleceria o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com quem mantém divergências desde o início do governo.
Já Gleisi Hoffmann, cotada para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, defende a permanência de Nísia ou a nomeação de Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde e atual presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alinhado à sua ala dentro do PT.
Com informações de O Globo
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