A condenação dos responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco levou familiares da parlamentar a um momento de forte emoção no plenário do Supremo Tribunal Federal. A família se abraçou e chorou após o anúncio das sentenças, que encerram um dos julgamentos mais emblemáticos da história recente do país.
Estiveram presentes na sessão Antônio Francisco Silva (pai de Marielle), Marinete da Silva (mãe), Luyara Franco (filha) e a ministra Anielle Franco (irmã), que acompanharam cada etapa do julgamento. O clima foi de tensão ao longo da sessão e alguns familiares chegaram a passar mal, necessitando atendimento médico dentro da Corte.
Sessão marcada por tensão e emoção
Ainda durante o julgamento, Marinete da Silva, mãe da vereadora, deixou o plenário aos prantos após apresentar pressão arterial elevada. Ela foi atendida por brigadistas do tribunal e retornou cerca de meia hora depois para acompanhar a conclusão da sessão.
Pouco depois, Luyara Franco também precisou de atendimento e foi levada em cadeira de rodas a uma tenda de suporte médico. Ao final do julgamento, o pai de Marielle relatou mal-estar. “Tive um pico de pressão e não estou me sentindo bem. Quero agradecer à cobertura nesses quase oito anos de angústia, e chegamos hoje numa decisão”, afirmou.
Penas elevadas para os mandantes e demais réus
Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram apontados como mandantes do crime e receberam penas idênticas: 76 anos e 3 meses de prisão. As condenações incluem organização criminosa, homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
O major da PM Ronald Paulo de Alves Pereira foi condenado pelos homicídios e deverá cumprir 56 anos de prisão em regime fechado. Já o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa recebeu pena de 18 anos por obstrução à Justiça e corrupção passiva.
Também foi condenado o ex-assessor do TCE-RJ Robson Calixto Fonseca, com pena de 9 anos por participação em organização criminosa.
Indenização milionária e perda de direitos políticos
Além das penas de prisão, o Supremo determinou o pagamento de R$ 7 milhões em indenização às famílias das vítimas e à sobrevivente do atentado. A Corte também declarou todos os condenados inelegíveis por oito anos e determinou a perda dos cargos públicos ocupados por eles.
A suspensão dos direitos políticos será aplicada após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recursos.






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