O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se pronunciou nesta quinta-feira (18) após ter o mandato cassado por decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por meio da Mesa Diretora da Casa. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a perda do cargo não se deu por corrupção ou envolvimento em crimes, mas pelo que classificou como o cumprimento do papel esperado por seus eleitores.
Eduardo agradeceu aos apoiadores e destacou o fato de ter sido o deputado federal mais votado da história do país, segundo ele. No pronunciamento, afirmou que enxerga a cassação não como derrota, mas como reconhecimento simbólico de sua atuação política. Para o parlamentar, o episódio representa uma “medalha de honra”, e não o fim de sua trajetória pública.
Autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro também comentou as críticas sobre sua permanência fora do país. Disse que a decisão “valeu a pena” e que teria gerado, em sua avaliação, consequências concretas, ao citar sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, a quem se referiu como “ditadores”. Ele afirmou ainda que, aos 41 anos, acredita que sua história política está longe de terminar e que novos capítulos ainda virão.
No discurso, Eduardo também direcionou críticas aos integrantes da Mesa Diretora que votaram pela cassação. Disse que, durante a eleição de 2022, pediu votos para outros candidatos a deputado federal em São Paulo com o objetivo de fortalecer a bancada, mas que parte desses parlamentares teria, agora, votado contra ele. Segundo o deputado, sua atuação sempre foi voltada ao grupo, mesmo ciente de possíveis custos políticos.
A decisão da Mesa Diretora foi formalizada em documento assinado por Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE), Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), Paulo Folleto (PSB-ES) e Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES). Além de Eduardo Bolsonaro, o colegiado também declarou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ).
No caso de Eduardo, a cassação se deu pelo acúmulo de faltas não justificadas às sessões da Câmara. Sem autorização para votar à distância, ele chegou a tentar exercer o mandato de forma remota ao assumir a liderança da minoria, mas a iniciativa foi barrada pelo presidente da Casa. Com isso, as ausências passaram a ser contabilizadas oficialmente, levando à perda do mandato.
Acabaram de cassar o nosso mandato. Valeu a pena? pic.twitter.com/ehuaMFmFa9
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) December 19, 2025






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