Vice-prefeito e secretário de Ordem Pública não comparecem à audiência pública sobre ‘Guarda Armada’

Segundo debate inicia com baixas da prefeitura, que inclui ainda o atual secretário da Casa Civil

Mais uma vez, o vice-prefeito e ex-Casa Civil da Prefeitura do Rio, Eduardo Cavaliere, e o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, não atenderam à convocação da Comissão de Segurança Pública da Câmara do Rio e não foram à segunda audiência pública que debate a Força de Segurança Municipal, também chamada de ‘Guarda Armada’.

A solenidade começou há pouco, com 30 minutos de atraso, e também não conta com o Procurador Geral do Município, Daniel Bucar, e com atual secretário da Casa Civil, Leandro Matieli, ambos esperados pelo presidente da comissão, vereador Rogério Amorim (PL), que classificou a ausência como “desinteresse pela segurança da cidade” ao início da sessão. Na primeira audiência, ocorrida em março, Cavaliere e Carnevale não compareceram, mas o chefe do gabinete do prefeito representou o Executivo municipal.

Além dos três vereadores da Comissão, Rogério Amorim, Felipe Boró (PSD) e Talita Galhardo (PSDB), o advogado Leonardo Ribas está presente. O presidente da mesma comissão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Marcio Gualberto (PL), também não compareceu mesmo listado para compor a mesa desta manhã. Às quintas, a Alerj tem plenário no primeiro horário de funcionamento da Casa.

Os vereadores Leonel de Esquerda (PT) e Carlos Bolsonaro (PL) também integram o debate no momento.

Durante o evento, Amorim voltou a reclamar das ausências de gestores municipais, quando foi alertado que o vice-prefeito perdeu o pai hoje. Mesmo com a notícia sobre o luto de Cavaliere, o parlamentar ainda se queixou sobre a falta de um representante e a resposta ao convite, enviado há 10 dias. O bolsonarista ainda voltou a cobrar os demais na audiência, que nem teriam dado explicação sobre a falta.

O vereador e ex-secretário de Paes Salvino Oliveira (PSD) pediu a palavra e defendeu o estado emocional do 02 da Prefeitura, pedindo respeito a Amorim.

O líder do PL disse que, por ser católico, não compactua de ‘magia negra’ para adivinhar sobre o falecimento do genitor do convocado e voltou a cobrar uma explicação dele e dos demais.

Carlos Bolsonaro subiu o tom e falou sobre respeito à família, lembrando que o irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro se tornou ‘persona non-grata’ no Rio, mostrando indignação. Eduardo está nos Estados Unidos, onde se declara exilado.

Rogério disse ainda que o ex-secretário de Desenvolvimento, que escreveu o PLC, não entende o que é vocação, comparando os GMs a médicos, sua profissão.

“Não tem como o guarda deixar a arma acautelada depois do expediente. Após o serviço, ele ainda continua guarda municipal e na função diante de uma eventualidade. É o mesmo que eu, médico, deixar meu estetoscópio após o plantão. O que vou fazer se ver uma pessoa morrendo na rua? Chamo o médico, não atendo?”, resumiu Amorim, que disse ainda que se o PLC for aprovado, as mãos dos vereadores “serão manchadas de sangue”.

A primeira votação do projeto enviado pelo Executivo acontece na sessão desta tarde de quinta-feira (22).

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