A disputa pelo mandato de vereador em Volta Redonda ganhou novos contornos após o PSB municipal anunciar que ingressou na Justiça Eleitoral para tentar reaver a vaga ocupada por Raone Ferreira.
Em resposta à nota divulgada pelo diretório, o parlamentar afirmou que sua desfiliação ocorreu com aval da direção nacional da sigla e contestou a legitimidade da iniciativa local.
A movimentação ocorre após a saída de Raone do PSB para o PT, com o objetivo de disputar uma vaga de deputado na Assembleia Legislativa (Alerj). O partido sustenta que houve infidelidade partidária, enquanto o vereador afirma que seguiu orientação da cúpula nacional ao tomar a decisão.
Reação à nota do PSB
Ao comentar a ação judicial, o vereador criticou a condução do diretório municipal e disse que a iniciativa não teria sido autorizada pela Executiva Nacional do partido. Segundo ele, a decisão de deixar a legenda foi tomada com respaldo do presidente nacional, João Campos, e dentro dos parâmetros previstos na Constituição.
O parlamentar afirmou que mantém diálogo com a direção nacional e que não tomaria uma decisão dessa natureza sem esse alinhamento. Ele também citou dispositivos legais que, segundo sua interpretação, amparariam sua saída da legenda sem a perda do mandato.
Disputa interna e bastidores
Nos bastidores, a ação é interpretada como reflexo de uma disputa política local, especialmente relacionada à suplência da vaga na Câmara Municipal. Caso a Justiça acolha o pedido do PSB, quem assumiria o posto seria Juninho Gomides, apontado como aliado do deputado estadual Jari Oliveira e assessor em seu gabinete na Alerj.
O vereador também mencionou que integrantes da executiva municipal mantariam relações políticas com o mesmo grupo, o que, na sua avaliação, reforça o caráter interno da disputa e a reorganização de forças políticas no município.
“Querem o meu mandato porque sabem que nossa pré-candidatura a deputado estadual incomoda e cresce muito, dentro e fora da região. Essa movimentação parte de grupos locais ligados a interesses específicos e de perpetuação no poder”, avalia.
Aliança política e cenário eleitoral
O vereador também destacou que sua saída ocorre em um contexto de alianças nacionais entre PSB e PT, mencionando o apoio entre as legendas em diferentes estados. Segundo ele, essa articulação política daria sustentação ao seu movimento e à futura candidatura.
“Não toleram o crescimento de uma liderança jovem, independente, e que possui amplo apoio popular para assumir novos desafios. Além disso, essa postura desrespeita o acordo nacional entre PSB e PT, construído para fortalecer o campo progressista e a candidatura do presidente Lula no Rio de Janeiro e na nossa região”, pontua.
Ao final, o parlamentar afirmou que seguirá exercendo o mandato e mantendo sua atuação política, apesar da disputa judicial. Ele também reiterou que sua trajetória no partido ocorreu sem conflitos e que sua decisão de mudança foi comunicada de forma transparente às instâncias partidárias.






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