O vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) foi filmado recebendo R$ 5,6 mil em espécie de uma funcionária do próprio gabinete em meio a uma investigação sobre um suposto esquema de rachadinha na Câmara Municipal da capital paranaense. As imagens vieram à tona durante a Operação Déjà-vu, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).
No vídeo obtido pelos investigadores, o parlamentar aparece contando as notas entregues pela assessora e afirma: “Esse é meu”. A gravação teria sido feita pela própria funcionária a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela apuração.
Segundo o Ministério Público, a assessora havia sido nomeada por Nogueira e devolvia parte do salário para continuar ocupando o cargo no gabinete do vereador.
Operação investiga rachadinha e peculato
A Operação Déjà-vu foi deflagrada na terça-feira (26) pelo Núcleo de Curitiba do Gaeco. A investigação apura possíveis crimes de rachadinha e peculato envolvendo o parlamentar e pessoas ligadas ao gabinete.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. Entre os locais alvo da operação estavam imóveis particulares e dependências da Câmara Municipal de Curitiba.
Durante as diligências, os agentes apreenderam duas malas com grandes quantias em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos, celulares e diversos documentos considerados importantes para o avanço das investigações.
Vídeo reforça suspeitas do Ministério Público
De acordo com o MPPR, a gravação da entrega do dinheiro foi considerada uma das principais provas reunidas até o momento. Nas imagens, o vereador aparece recebendo o montante em espécie diretamente da servidora investigada.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação do vídeo, principalmente pela frase dita pelo parlamentar enquanto manuseava o dinheiro.
As autoridades ainda analisam o material apreendido durante a operação para verificar a existência de outros envolvidos no suposto esquema dentro da estrutura do gabinete parlamentar.
Investigação segue em andamento
O Ministério Público do Paraná informou que as investigações continuam sob sigilo parcial e que novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço da análise dos documentos e equipamentos apreendidos.
Até o momento, a defesa do vereador Lórens Nogueira não havia se pronunciado oficialmente sobre as acusações investigadas pelo Gaeco.
O caso reacende o debate sobre práticas de rachadinha em gabinetes parlamentares e mecanismos de fiscalização no poder público municipal.
Veja o vídeo:





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