Veja quem pode integrar a nova Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio

Projeto que cria braço armado da corporação prevê salários de até R$ 13 mil, uso de câmeras corporais e porte de arma fora do expediente;

A Câmara Municipal do Rio aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto que cria uma divisão armada da Guarda Municipal, chamada oficialmente de Divisão de Elite. A nova força será responsável por policiamento ostensivo, preventivo e comunitário, além da proteção de órgãos, entidades, bens e serviços públicos.

A proposta foi aprovada por 34 votos a 14, e agora aguarda sanção do prefeito Eduardo Paes.

Quem pode fazer parte?

  • Exclusivamente agentes da Guarda Municipal já em atividade.
  • Inicialmente, serão 600 vagas para compor a divisão.
  • Todos os selecionados passarão por um treinamento de seis meses, com foco no uso de armas de fogo.

 Contrato e atuação

  • O vínculo será de um ano, prorrogável por até cinco vezes, o que pode totalizar até seis anos na divisão.
  • A previsão é de que os primeiros agentes armados comecem a atuar no início de 2026.

 Salário e benefícios

  • Os agentes da Divisão de Elite terão remuneração de cerca de R$ 13 mil, somando:
  • Salário base
  • Gratificação por risco
  • Adicional por uso de arma de fogo

O texto aprovado na Câmara foi ajustado com emendas, que consideram os seguintes pontos:

 Porte de arma: o que mudou?

  • Os agentes terão porte funcional de arma de fogo autorizado.
  • Será permitido levar a arma fora do horário de serviço, para garantir a própria segurança (o que não havia sido liberado no texto original) 
  • Todos os agentes armados deverão utilizar câmeras corporais durante o serviço.

O que não pode durante o curso? Regras e limites

  • Infrações podem resultar em desligamento da divisão, além de responderem a processos administrativos e, dependendo do caso, criminais
  • Ter frequência inferior a 90%
  • Obter menos de 70% de aproveitamento nas avaliações teóricas
  • For reprovado na prática com arma de fogo
  • Cometer falta grave ou desrespeitar o código disciplinar da GM-Rio

Mudanças no projeto original

O nome da corporação foi mantido como Guarda Municipal, o prefeito queria mudar para Força de Segurança Municipal.

A nomenclatura do braço armado foi alterada para Divisão de Elite, e não “Força Especial de Segurança”, como inicialmente proposto.

Inclusão obrigatória do uso de câmeras corporais pelos agentes armados.

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