A Vara da Infância e da Juventude do Rio realiza, nesta sexta-feira (17), uma audiência sobre o caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em 2023, em Botafogo, na Zona Sul da cidade. Além da vítima, três investigados devem ser ouvidos durante a sessão.
O procedimento permite que o relato da vítima, que tinha 14 anos na época dos fatos, seja utilizado tanto no processo que tramita na Vara da Infância e da Juventude quanto na ação penal da Vara Criminal. Dessa forma, a adolescente não precisará ser ouvida novamente.
A 12ª DP (Copacabana) concluiu que dois adolescentes e um adulto participaram do crime contra a menina.
São eles: Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, que se apresentou à polícia após ser indiciado em junho deste ano; Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que era menor de idade na época do crime e responde por ato infracional análogo ao crime de estupro na Vara da Infância e da Juventude; e um adolescente de 17 anos, que cumpre medida de internação em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

Mattheus, que atualmente tem 18 anos, e o adolescente também respondem pelo estupro coletivo que aconteceu em Copacabana no dia 31 de janeiro deste ano. O jovem está preso.
Relembre o crime em Botafogo
A vítima do caso de Botafogo procurou as autoridades após ver a repercussão do crime de Copacabana.
De acordo com o relato apresentado à polícia, ela teria sido atraída ao local por um dos jovens e lá foi intimidada e agredida pelos três envolvidos. Imagens da ação teriam sido gravadas e compartilhadas posteriormente como forma de coação.
A polícia analisou depoimentos, mensagens trocadas após o episódio e registros das lesões apresentadas pela vítima. O material reunido no inquérito ajudou a embasar os pedidos de prisão e de busca e apreensão autorizados pela Justiça.
Estupro coletivo em Copacabana
A vítima foi até o apartamento na Zona Sul com o adolescente. Ela relatou que, após iniciar uma relação sexual consensual com o jovem, acabou surpreendida pela entrada dos demais envolvidos no quarto. Eram eles: Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Eles teriam assistido, feito comentários debochados e, em seguida, participado do estupro coletivo.
Segundo depoimento, Mattheus foi o primeiro a se aproximar e a tocar a vítima, seguido pelos demais. A jovem afirmou ter ficado “sem reação” diante da violência. Ao sair do local, ainda ouviu de Mattheus que “da próxima vez levasse uma amiga boa igual”.
Todos os envolvidos são réus e respondem por estupro coletivo qualificado e cárcere privado.





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