O Ministério da Saúde divulgou na última quinta-feira a lista de cidades que vão receber a vacina contra a dengue. Ao todo, foram incluídos mais de 500 municípios, 12 deles no estado do Rio: Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Itaguaí, Mesquita, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São João de Meriti e Seropédica. A imunização começa em fevereiro e será destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por serem a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença depois dos idosos.
Foram selecionadas cidades com mais de 100 mil habitantes com alta transmissão de dengue, com predominância do sorotipo dois de dengue. Os municípios escolhidos ficam em 16 estados de todas as regiões do país.
O primeiro lote de 750 mil doses chegou sábado ao país e faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas sem custo pela farmacêutica Takeda, que produziu o imunizante. Uma segunda remessa, com 570 mil doses, tem previsão para ser entregue ainda mês que vem, de um total de cerca de 6,5 milhões esperadas ao longo deste ano.
As doses adquiridas dão conta de vacinar 3,2 milhões de pessoas. Para 2025, segundo o Ministério da Saúde, estão asseguradas 9 milhões de doses. A campanha não inclui o público mais velho, por enquanto, porque o imunizante foi aprovado pela Anvisa apenas para a faixa etária de 4 a 60 anos. Além disso, o imunizante não pode ser ofertado à população geral devido à limitação de produção da Takeda.
Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, já há uma negociação com a farmacêutica, e a expectativa é de aumento da escala de produção.
— Estávamos com um prognóstico de aumento de casos nesses meses que tem se confirmado. Esse aumento não se dá de forma uniforme e acontece principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Neste momento temos que continuar a fazer o controle e organizar a rede — disse a ministra.
Ainda conforme o ministério, o impacto coletivo da vacinação começará a ser sentido pela população em torno de dois anos. A pasta espera também incluir no SUS um imunizante nacional contra a doença, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan.
Com informações do GLOBO.





