Vacância de escritórios no Rio cai ao menor nível desde 2016, quando cidade sofreu efeitos da operação Lava Jato

Principais locações foram de empresas ligadas aos setores financeiro, educacional e de tecnologia, substituindo óleo e gás

O segmento de escritórios do Rio, o segundo mais importante do país, tem recuperado progressivamente a taxa de ocupação. O espaço vazio — ou “taxa de vacância”, no jargão do mercado — caiu na cidade para 26,9% no segundo trimestre deste ano. O dado consta de um novo estudo da Colliers, especializada em serviços imobiliários.

A taxa é a menor desde o terceiro trimestre de 2016, quando o impacto dos desdobramentos da operação Lava Jato precipitou uma espiral de más notícias para a economia do Rio. No pior momento para o setor de escritórios, a vacância atingiu 40,8% na cidade, segundo a Colliers.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa estava em 27,6%; um ano atrás, em 28,8%. Segundo a CEO da Colliers, Paula Casarini, a redução do espaço vazio é resultado da combinação de ausência de novos prédios há anos e consecutivos trimestres com absorção líquida — ou seja, com mais locações do que devoluções de chaves.

Nos prédios de padrão mais elevado (A+ e A), a absorção líquida ficou positiva em 10.684 m² no segundo trimestre.

— Estamos acompanhando as movimentações nos escritórios corporativos com otimismo. A área devolvida neste semestre, inclusive, foi a menor já registrada desde 2016. Ou seja, foi um período muito ativo para o mercado e esperamos que siga neste ritmo até o final do ano — explica Paula Casarini.

A executiva observou que as principais locações foram de empresas ligadas aos setores financeiro, educacional e de tecnologia:

— Isso nos chama a atenção visto que, historicamente, os setores de óleo e gás e instituições públicas lideraram este ranking.

Com informações de O Globo.

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