A União de Maricá definiu na madrugada deste sábado (30) o samba-enredo que representará a escola no Carnaval 2026, quando a agremiação será a sexta a desfilar na Série Ouro, na Marquês de Sapucaí, no dia 14 de fevereiro. A escolha ocorreu em sua quadra, no bairro Camburi, em uma festa que contou também com shows do Grupo Clareou e do cantor Nego Damoé.
Apoiada pela Prefeitura de Maricá, a escola arrecadou alimentos não perecíveis na entrada, que serão destinados a doações.
Vitória com recorde de premiação
O samba vencedor é fruto da parceria de Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7. A composição vai embalar o enredo “Berenguendéns e Balanagandãns”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.
A parceria recebeu como prêmio R$ 100 mil, o maior valor já pago pela União de Maricá e também o mais alto entre as escolas da divisão.
O hino que vai para a avenida
O samba traz referências à cultura afro-brasileira, à ancestralidade e ao empoderamento feminino, com versos que exaltam a resistência, a fé e a identidade negra. A obra também dialoga com símbolos da Bahia e das tradições do candomblé, reforçando a proposta do enredo em valorizar a herança cultural e a força feminina.
Com a escolha, a União de Maricá se prepara para buscar uma vaga no Grupo Especial, em um desfile que promete marcar presença na avenida em 2026.
Conheça o samba vencedor:
Nêga da ladeira do Pelô
Tens o som de Salvador
E a magia que fulgura
Revolucionar é seu papel
E a arte do cinzel
Tu carregas na cintura
Junto ao tabuleiro nas manhãs
Há o sonho das irmãs que anseiam liberdade
Ecoa toda Nzinga de Matamba
A mandinga e a demanda
Realeza, identidade
Balanço que lembra meu adarrrum
Na armadura de Ogum, memória ancestral
Adorno que guardo no meu ilê
Herança dos Malês
É forja do metal!
Santa luz da rebeldia que moldou o livramento
Somos jóias da princesa, filhas do empoderamento
Penduricalho, que te entrego de lembrança
Guarda a fé, o fogo e o talho, resplandece a esperança
Eu peço aos meus orixás
E entrego todo axé
A nega pode e vai ter o que quiser
Tantas pretas consagradas
Meu espelho com orgulho
E a quem renega a mulherada:
Vá dormir com esse barulho!
Balangandãs, berenguendés
Canta Maricá o que a baiana tem
Pertencimento que reluz no amuleto
Claro, tinha que ser preto!






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