UM PRESIDENTE EM DESVARIO

Ricardo Bruno Ao permitir a suspensão dos contratos de trabalho por quatro meses, sem pagamento de salários, Bolsonaro fez deliberada opção pelos patrões em prejuízo dos trabalhadores. Perversa, a medida agravará ainda mais a crise, nos empurrando para uma hecatombe social sem precedentes. Em meio à tempestade de incertezas a que estamos submetidos, o presidente…

Ricardo Bruno

Ao permitir a suspensão dos contratos de trabalho por quatro meses, sem pagamento de salários, Bolsonaro fez deliberada opção pelos patrões em prejuízo dos trabalhadores. Perversa, a medida agravará ainda mais a crise, nos empurrando para uma hecatombe social sem precedentes.

Em meio à tempestade de incertezas a que estamos submetidos, o presidente abandona a parte mais frágil da estrutura social brasileira. Anuncia uma série de medidas de apoio aos empresários, liberação de recursos pelos BNDEs e outros agrados, e abandona por completo os despossuídos de modo geral.

Não bastassem os hospitais em frangalhos, o saneamento precário, os salários achatados, o transporte público deficiente, o desemprego puro e simples e a ameaça do vírus, Bolsonaro cria ainda a esdrúxula figura do empregado sem salário. Uma aberração do Brasil obscurantista – agora também no zelo aos direitos sociais mínimos.

Nitidamente, as ações presidenciais visam a agravar o quadro social brasileiro; criar uma conflagração de classes perturbadora para pôr em prática seu projeto autocrático de poder. A cada dia, avança-se um pouco mais em direção ao completo desgoverno, quando serão criadas as condições para a tentativa de subjugar o estado democrático de direito. As instituições precisam reagir, invalidando as ações de um presidente em absoluto desvario.

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