Um mês após início da gestão compartilhada entre MEC e empresa pública, Hospital do Fundão recebeu 225 novos profissionais

Mudança de gestão, entretanto, preocupa servidores

Desde o dia 6 de julho quando foi assinado o contrato de gestão compartilhada, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Fundão), o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira e a Maternidade Escola passaram para a administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação. Segundo a empresa, o Complexo Hospitalar da UFRJ foi contemplado com R$ 115 milhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para os anos de 2024 e 2025. Além disso, já foram contratados 225 novos profissionais para o CH-UFRJ.

Desses, 156 já começaram sendo 77 das áreas médica e assistencial e 79 da área administrativa. Outros 69 de diversas áreas assumem no próximo dia 14 de agosto. Um investimento de R$ 1,75 milhão por mês. A Ebserh ressaltou ainda que iniciou a contratação de empresa que ficará responsável pela execução de todos os projetos para as reformas dos prédios.

“Ainda estão em curso um conjunto de medidas tais como a substituição de quatro elevadores atualmente paralisados e a modernização de todos os demais e, em até 30 dias, serão instalados novos Raio X e tomógrafo que estão em obra para adequação dos espaços físicos. A Ebserh assume estes compromissos a partir da adesão. O Complexo Hospitalar da UFRJ já conta com R$ 30 milhões em insumos, disponibilizados pela Ebserh, para atender a demanda da unidade hospitalar”, afirmou em nota.

Segundo a Coordenadora de Administração e Finanças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ, Ana Maria Mina, a mudança de gestão é vista com preocupação pelos servidores.

— Em momento nenhum a empresa pensou nos funcionários que já vêm atuando já há muitos anos, tanto da enfermagem quanto da administração, e que não eram funcionários públicos, eram funcionários de empresas, eram funcionários de um quadro que a gente chama de extraquadro. A Ebserh chegou dizendo para essas pessoas que não fizeram o concurso, que vão para a rua. Então isso causa uma incerteza. Isso causa uma angústia muito grande nos colegas. Não consigo entender como é que o governo tem o dinheiro para fazer uma empresa, para gerir em uma empresa, e ele não tem dinheiro para fazer concurso, para colocar as pessoas concursadas dentro dos hospitais — afirmou.

Com informações do GLOBO.

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