O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou interesse em se reunir com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, e o encontro poderá ocorrer durante a cúpula da ASEAN, que começa em Kuala Lumpur, Malásia, no próximo dia 26 de outubro. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à agência Reuters.
Contexto da proposta
O pedido de reunião presencial atende a uma proposta inicial feita pelo governo brasileiro no começo deste mês. Poucos dias após a proposta, Lula e Trump conversaram por telefone — Trump classificou o contato como “muito bom”.
Autoridades brasileiras veem na cúpula da ASEAN, que vai de 26 a 28 de outubro em Kuala Lumpur, um ambiente neutro para o diálogo entre Brasil e Estados Unidos — diferente de se reunir na Casa Branca ou em Brasília.
Agenda de Lula e o possível encontro
Lula embarcou nessa terça (21) para uma viagem à Indonésia e Malásia, na qual participará da cúpula da ASEAN. Sua agenda prevê compromissos bilaterais — até agora, confirmado está o encontro com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
O Itamaraty reservou parte do domingo (26) para que o presidente brasileiro realize reuniões bilaterais, e auxiliares de Lula afirmam que tanto o governo brasileiro quanto o americano têm disposição para que o encontro ocorra durante o evento. As equipes estão trabalhando para incluir o compromisso nas agendas oficiais.
Pauta e importância diplomática
Se confirmado, este será o primeiro encontro presencial formal entre Lula e Trump desde o início da crise envolvendo o “tarifaço” americano. Em julho, Trump anunciou tarifas de 50% sobre importações brasileiras, alegando parte do motivo como resposta ao que classificou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na conversa telefônica no início do mês, Lula pediu a revogação dessas tarifas e a eventual reunião presencial permitirá que esse pedido seja reforçado. Também devem integrar a pauta medidas restritivas contra autoridades brasileiras, além de política externa envolvendo Venezuela e Colômbia.
No Planalto, a avaliação é de que um encontro presencial neste momento leva as discussões para “outro patamar” e representa um passo importante para “reorganizar a relação” entre Brasil e EUA, após meses de tensão.





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