O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova proclamação que restringe a entrada de cidadãos de 19 países nos Estados Unidos, com vigência a partir da próxima segunda-feira (9).
A medida foi divulgada pela Casa Branca e, segundo o documento oficial, tem como objetivo proteger a segurança nacional e a segurança pública, ao evitar que indivíduos de nações consideradas de risco possam prejudicar os americanos ou os interesses dos EUA.
“Devo agir para proteger a segurança nacional e o interesse nacional dos Estados Unidos e de seu povo”, declarou Trump, em trecho do documento. O presidente ainda reforçou que é crucial identificar, com antecedência, aqueles que possam representar uma ameaça, buscando garantir que a entrada de estrangeiros no país não traga riscos para a segurança interna dos Estados Unidos. “Os EUA devem estar vigilantes durante o processo de emissão de vistos para garantir que os estrangeiros aprovados para admissão não pretendam prejudicar os americanos ou os nossos interesses nacionais”, completou a proclamação.
A medida resulta de um processo coordenado entre diversos órgãos do governo americano, incluindo o Departamento de Estado, a Procuradoria Geral, o Departamento de Segurança Interna e a Direção de Inteligência Nacional. De acordo com o relatório apresentado em 9 de abril de 2025, os países afetados pela restrição apresentaram deficiências significativas nos seus processos de triagem e verificação de segurança, o que motivou a decisão do governo de suspender, total ou parcialmente, a admissão de cidadãos desses países.
Os países afetados por um bloqueio total são: Afeganistão, Chade, Congo, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iémen, Líbia, Mianmar, Somália e Sudão. Já as nações com restrições parciais de viagem são: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. Trump, no entanto, reconheceu que alguns desses países enfrentam desafios em seus esforços de reforma, embora outros tenham feito progressos importantes, o que lhe rendeu elogios. “Alguns dos países com inadequações enfrentam desafios significativos nos esforços de reforma. Outros fizeram melhorias importantes nos seus protocolos e procedimentos, e eu os felicito por esses esforços”, disse o presidente.
A restrição aplica-se exclusivamente a cidadãos dos países designados que estejam fora dos Estados Unidos na data de entrada em vigor da proclamação e que não possuam visto válido. A Casa Branca também informou que atletas, treinadores e seus familiares que viajem para eventos internacionais de grande porte, como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, estarão isentos da medida.
Essa decisão marca mais uma ação do governo Trump para reforçar a segurança interna, especialmente em um momento de crescente vigilância sobre ameaças terroristas e outras formas de hostilidade no cenário global.





