O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse em uma entrevista transmitida neste domingo que “totalmente” consideraria deixar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se os Estados Unidos não obtiverem um “acordo justo” e seus aliados não “pagarem suas contas”. Também afirmou que tentará pôr fim à cidadania por nascimento nos EUA, acrescentando que “terá que” deportar a todos os imigrantes em situação irregular no país.
Em sua primeira entrevista desde a vitória eleitoral de novembro, ao programa “Meet the Press”, da NBC, Trump afirmou que os países que são membros da Otan “têm que pagar suas contas”, afirmando que os integrantes da aliança têm de tratar os EUA de forma justa se quiserem evitar a saída de Washington.
Sobre o plano referente à cidadania para os nascidos em território estadunidense, algo consagrado na Constituição dos EUA, afirmou que a retirada desse direito seria possível “por meio de uma ação executiva (decreto)”.
No final de novembro, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reuniu-se com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em Palm Beach, Flórida.
— Discutiram o conjunto de problemas de segurança global que a Aliança enfrenta — disse Farah Dakhlallah, porta-voz , numa breve declaração.
O encontro ocorreu depois que Rutte afirmou, logo após a vitória de Trump, em 5 de novembro, que queria conversar com o presidente eleito sobre como enfrentar a “ameaça” representada pelo fortalecimento dos laços entre a Rússia e a Coreia do Norte.
— Estou ansioso para me sentar com o Presidente Trump e discutir como podemos garantir coletivamente o enfrentamento desta ameaça — disse Marck Rutte em 7 de novembro.
Desde então, o chefe da Otan não parou de alertar sobre o perigo de uma aproximação entre a China, a Coreia do Norte e o Irã, três países acusados de ajudar a Rússia na sua guerra contra a Ucrânia.
Com informações de O GLOBO.





