A Marcha para Jesus deste sábado no Rio de Janeiro foi marcada por uma ausência que movimentou os bastidores políticos e religiosos: a do senador Flávio Bolsonaro. Cotado como pré-candidato à Presidência da República, o parlamentar era esperado no evento evangélico, mas decidiu não comparecer.
A ausência ocorreu logo após a divulgação de uma pesquisa Datafolha que apontou recuo de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O levantamento ganhou repercussão após o avanço das discussões envolvendo as relações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro nas tratativas ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados minimizam impacto
Presente à Marcha para Jesus, o deputado federal Sóstenes Cavalcante afirmou que a ausência de Flávio Bolsonaro não teve relação com a pesquisa Datafolha.
Segundo ele, o senador permaneceu em Brasília para se preparar para uma viagem e um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Sóstenes também afirmou que o resultado da pesquisa não foi considerado negativo pelo grupo político ligado ao senador.
De acordo com o parlamentar, o impacto registrado pelo levantamento estaria dentro da margem de erro e a expectativa do grupo era de um desgaste maior após a repercussão do caso envolvendo Daniel Vorcaro.
Malafaia evita cravar apoio
Outro nome de destaque no evento, o pastor Silas Malafaia também comentou a situação política envolvendo Flávio Bolsonaro.
Apesar de minimizar os efeitos da pesquisa Datafolha, Malafaia evitou declarar apoio incondicional ao senador como nome definitivo da direita para a corrida presidencial.
Segundo o líder evangélico, ele ainda acompanha os desdobramentos políticos e pretende se posicionar no momento que considerar adequado.
A fala reforçou o clima de cautela entre lideranças conservadoras diante das movimentações da pré-campanha presidencial.
Nota da assessoria
A assessoria de Flávio Bolsonaro divulgou uma nota informando que o senador permaneceria em Brasília durante o fim de semana para conversas com o pai, Jair Bolsonaro.
O comunicado afirmou ainda que o parlamentar não cumpriria agendas públicas nos próximos dias, mas não mencionou diretamente a ausência na Marcha para Jesus.
Mesmo sem a presença do senador, a Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis e importantes lideranças religiosas e políticas no Rio de Janeiro.
O evento é considerado um dos maiores encontros evangélicos do país e tradicionalmente se transforma em espaço estratégico para articulações políticas, especialmente em períodos pré-eleitorais.





Deixe um comentário