O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuará em vigor até que um acordo definitivo com o Irã seja concluído.
A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social . “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado”, afirmou Trump.
O republicano reforçou ainda que o bloqueio seguirá ativo até a assinatura formal de um entendimento entre os dois países.
“O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, declarou.
Mudança no discurso
A nova fala de Trump chamou atenção por contradizer declarações feitas pelo próprio presidente americano no sábado (23), quando ele havia afirmado que as negociações estariam em fase final e que um acordo poderia ser fechado ainda neste fim de semana, incluindo a possível reabertura do estreito de Hormuz.
Agora, o discurso adotado pela Casa Branca indica cautela maior nas tratativas com Teerã.
Trump também declarou que os dois lados precisam de tempo para evitar erros no acordo.
Crise em Hormuz
O estreito de Hormuz se tornou um dos principais focos de tensão internacional nos últimos meses. A região é estratégica para o transporte global de petróleo e fertilizantes e ganhou ainda mais importância após o agravamento do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Segundo autoridades iranianas, Teerã continuará exercendo controle sobre a passagem marítima.
O assessor do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou que a administração do estreito é um “direito legal” do país.
O governo iraniano também criou uma agência de administração da via marítima, numa tentativa de institucionalizar o controle sobre a navegação na região.
Israel entra na pressão
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que qualquer acordo para encerrar a crise precisa incluir o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também reforçou que Washington não aceitará um acordo que fortaleça o programa nuclear do Irã.
Enquanto isso, países árabes da região pressionam contra medidas impostas por Teerã em Hormuz. Segundo a reportagem, nações do Golfo enviaram carta à Autoridade Marítima Internacional pedindo que embarcações comerciais não aceitem cobranças ou exigências feitas pelo governo iraniano.
Impacto mundial
A crise no estreito de Hormuz tem potencial para afetar diretamente o preço internacional do petróleo, fertilizantes e exportações globais. O canal marítimo é considerado uma das rotas comerciais mais importantes do planeta.
Analistas acompanham com preocupação os próximos passos das negociações entre Washington e Teerã, já que qualquer escalada militar ou bloqueio prolongado pode gerar impactos econômicos internacionais imediatos.





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