A renda média dos cariocas com ensino superior superou a dos paulistanos pela primeira vez em uma década. É o que aponta um estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, e divulgado pelo jornal O Globo.
Segundo o levantamento, nos dois últimos trimestres analisados, os profissionais com diploma receberam, em média, R$ 10 mil na capital fluminense, contra R$ 9,5 mil em São Paulo — uma diferença de 5,1%.
A virada ocorreu entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre deste ano. No fim de 2016, o rendimento médio dos trabalhadores com ensino superior no Rio correspondia a cerca de 85% do registrado na capital paulista.
A distância aumentou no ano seguinte, quando a renda dos cariocas passou a representar aproximadamente 70% da dos paulistanos, o pior resultado da série. Desde então, segundo o estudo, a diferença vinha diminuindo gradualmente.
Além de ultrapassar São Paulo, o rendimento médio dos profissionais graduados no Rio ampliou a vantagem sobre a média do país. Em 2016, a renda na capital era 22% superior à nacional. Nos dois últimos trimestres, a diferença chegou a 39,5%: R$ 10 mil no Rio, ante R$ 7,2 mil no Brasil.
O levantamento aponta ainda uma taxa de desemprego de 3,4% entre trabalhadores com ensino superior no Rio. O índice ficou abaixo do registrado em São Paulo, de 4,7%, e ligeiramente inferior à média nacional, de 3,7%.
Considerando todas as faixas de escolaridade, a capital fluminense registrou, no primeiro trimestre de 2026, a menor taxa de desemprego dos últimos dez anos: 5,8%. Com o resultado, o índice ficou abaixo da média nacional, de 6,1%, pela primeira vez desde 2018.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, os números reforçam a competitividade do mercado de trabalho carioca.
“A combinação de salários mais elevados e de uma taxa de desemprego inferior às do Brasil e de São Paulo reforça a capacidade da economia carioca de atrair e reter mão de obra especializada”, afirmou.





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