Trump manda liberar arquivos sobre assassinato de John F. Kennedy em 1963 e diz que “tudo será revelado”

Crimes de Robert F. Kennedy e Martin Luther King Jr. também terão documentos liberados

Um dos maiores mistérios da história dos EUA, e do mundo, pode estar perto de ter segredos revelados ao mundo! O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, assinou uma ordem executiva nesta quinta-feira, 23, para desclassificar registros federais relacionados ao assassinato de John F. Kennedy, presidente americano, acontecido em 1963.

Trump mandou liberar também os arquivos sobre as mortes de  Robert F. Kennedy, irmão do presidente assassinado na década de 60, e do líder negro Martin Luther King Jr.

“Tudo será revelado”, disse Trump ao assinar a ordem executiva, no Salão Oval da Casa Branca.

A ordem orienta o diretor de inteligência nacional e o procurador-geral a desenvolver um plano dentro de 15 dias para desclassificar os registros restantes de John F. Kennedy, e dentro de 45 dias para os outros dois casos. Não estava claro quando os registros realmente se tornarão públicos.

Trump ordenou a divulgação substancial dos registros do assassinato de John F. Kennedy em seu primeiro mandato, mas alguns foram redigidos ou retidos devido a preocupações levantadas pela comunidade de inteligência.

Trump entregou a caneta usada para assinar a ordem a um assessor e ordenou que ela fosse entregue ao filho de, Robert F. Kennedy Jr., seu indicado para ser secretário de Saúde e Serviços Humanos, que há muito tempo pede a liberação.

Arquivos relacionados ao assassinato do presidente Kennedy já foram desclassificados e divulgados anteriormente. Durante o governo Biden, mais de 13 mil documentos foram revelados, mas revelaram pouco mais sobre os eventos do tiroteio. Na época, o Arquivo Nacional disse que mais de 97% dos registros em sua coleção relacionados ao assassinato de Kennedy — aproximadamente cinco milhões de páginas — estavam disponíveis ao público.

O ASSASSINATO QUE ABALOU OS EUA

Primeira dama Jacqueline Kennedy tenta alcançar agente após tiro que matou seu marido — Foto: Reprodução/Sixthfloor Museum

Primeira dama Jacqueline Kennedy tenta alcançar agente após tiro que matou seu marido — Foto: Reprodução/Sixthfloor Museum

O presidente americano John F. Kennedy tinha acabado de chegar a Dallas, no Texas. Ele deixara o aeroporto em uma limusine conversível para percorrer um trajeto de 16 quilômetros antes de um encontro com senadores democratas. Quando o comboio passava pela Praça Dealey, às 12h30 daquela sexta-feira, 22 de novembro de 1963, barulhos de tiros assustaram a multidão que acenava para JFK. Enquanto muita gente se jogava no chão, o chefe da Casa Branca, atingido, tombava no banco traseiro da limusine em movimento. Uma bala também feriu o então governador do Texas, John Connally. Eles foram levados a um hospital, mas Kennedy foi declarado morto meia hora depois.

Um dos assassinatos políticos mais conhecidos da História, o crime provocou um abalo sísmico, não só nos Estados Unidos, mas em um mundo imerso na Guerra Fria. Eleito presidente em 1960, JFK vinha se dedicando a conter a União Soviética e o comunismo. Em 1961, ele autorizou a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, e, no ano seguinte, por pouco não se viu liderando o Tio Sam em um conflito nuclear contra seus rivais, durante a conhecida crise dos mísseis na ilha caribenha. Esse contexto global motivou uma série de teorias da conspiração sobre a morte de Kennedy. Até hoje, muita gente não crê que tenha sido obra apenas do ex-fuzileiro naval Lee Harvey Oswald, autor dos disparos.

Com informações do jornal Estado de São Paulo e pesquisa do acervo do jornal O Globo

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