Trump instala placas na Casa Branca com ataques a ex-presidentes dos EUA

Galeria oficial exibe provocações a Biden, Obama e até Bush; Casa Branca diz que textos têm autoria do próprio presidente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a instalação de placas com provocações e descrições ofensivas a antecessores seus que comandaram os Estados Unidos na chamada “Calçada da Fama Presidencial”, uma galeria de retratos localizada na Casa Branca. As intervenções passaram a chamar atenção pelo tom agressivo e político adotado nos textos que acompanham as imagens.

A iniciativa reacende polêmicas envolvendo a postura do republicano em relação a seus antecessores e até a aliados históricos. Segundo a Casa Branca, as placas têm o objetivo de apresentar o “legado” de cada presidente, ainda que em linguagem claramente opinativa.

Biden é retratado por caneta automática

O caso mais comentado envolve o ex-presidente Joe Biden. Em vez de um retrato oficial, Trump mandou expor a foto de uma caneta automática — equipamento usado para reproduzir assinaturas — em referência ao democrata. A legenda afirma que “Sleepy Joe Biden foi, de longe, o pior presidente da história americana”.

O texto ainda sustenta, sem apresentar provas, que Biden venceu “a eleição mais corrupta de todos os tempos”. Trump e seus aliados acusam o ex-presidente de ter recorrido excessivamente ao dispositivo para validar decisões, alegando que isso teria servido para ocultar uma suposta deterioração cognitiva. Biden tem atualmente 83 anos.

Obama, Clinton e Bush também são alvos

Outra placa que gerou repercussão é a dedicada a Barack Hussein Obama, com ênfase no nome do meio do ex-presidente. O texto o descreve como “uma das figuras políticas mais controversas da história americana”, destaca o fato de ter sido o primeiro presidente negro dos EUA e critica a aprovação do sistema de saúde conhecido como Obamacare, chamado por Trump de “Lei de Assistência Médica Inacessível”.

A placa de Bill Clinton menciona a derrota de Hillary Clinton para Trump nas eleições de 2016. Já George W. Bush, apesar de republicano, também é alvo: o texto afirma que ele iniciou guerras no Afeganistão e no Iraque “que não deveriam ter acontecido”.

Trump exalta a própria gestão

A placa dedicada ao próprio Donald Trump segue tom oposto. O texto celebra sua vitória presidencial em 2024 e afirma que ele superou uma “instrumentalização sem precedentes das forças da lei”, além de mencionar duas tentativas de assassinato. A descrição ainda declara que sua posse marcou o início da “Era de Ouro da América”.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, saiu em defesa da iniciativa. Em comunicado, afirmou que as placas representam uma “descrição eloquente” do legado de cada presidente e revelou que “muitas foram escritas diretamente pelo próprio presidente”.

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