Trump diz que EUA ficaram com Groenlândia e Venezuela ‘de graça’

Presidente americano chamou acordo de segurança com a Dinamarca de ‘maior negócio imobiliário da história’

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (24) durante um comício em Perry, no estado da Geórgia, que o país ficou com a Groenlândia e a Venezuela “de graça”. Segundo a Reuters, o republicano classificou o acordo de segurança envolvendo a ilha dinamarquesa como o “maior negócio imobiliário da história”.

“Eles nos deram a Groenlândia. Vocês sabem disso. Vocês não leem sobre isso”, declarou Trump. Ao comparar o território dinamarquês com o país sul-americano, perguntou: “O que vocês preferem? Venezuela ou Groenlândia? As duas. Ficamos com as duas. De graça. Ficamos com elas”.

O que diz o acordo com a Groenlândia

Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinaram um acordo de segurança em 22 de setembro de 2026. O documento atualiza o tratado de defesa de 1951 e autoriza a ampliação das atividades norte-americanas na base de Pituffik, além do estabelecimento de novas áreas militares em Narsarsuaq e Mestersvig.

Antes da assinatura, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que o acordo não comprometeria a soberania do país sobre a Groenlândia. Em comunicado, ela destacou que o texto “reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino” e “o direito do povo groenlandês à autodeterminação”.

Um memorando de entendimento bilateral assinado em 22 de outubro entre EUA e Dinamarca, citado pela imprensa internacional, afirma explicitamente que “este MoU não se aplica à Groenlândia ou às Ilhas Faroé” e que o documento “não autoriza qualquer aquisição, adjudicação de contratos ou transferência de fundos entre os Participantes”. O texto também esclarece que o memorando representa intenções políticas, não é um tratado internacional e não cria direitos ou obrigações legais.

O caso da Venezuela

A Venezuela foi alvo de uma operação militar norte-americana em 3 de janeiro de 2026, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, levados aos Estados Unidos. A presidente interina, Delcy Rodríguez, negocia com a Casa Branca questões relacionadas a petróleo e à reconstrução do país.

Em setembro de 2026, a Assembleia Nacional venezuelana aprovou um acordo petrolífero com os Estados Unidos que permite a exploração de 17 campos, com potencial de produção estimado em 65 bilhões de barris. O acordo prevê que o país sul-americano receba cerca de US$ 209 bilhões em 25 anos. O texto, porém, não detalha uma transferência de soberania ou “controle” total por parte dos EUA, como sugeriu Trump no comício.

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