O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras. Em publicação na rede social X, ele afirmou que o resultado das urnas deve ser respeitado, mesmo quando contraria as preferências políticas de líderes estrangeiros.
De la Espriella havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula no segundo turno realizado no domingo (25). O presidente brasileiro, por sua vez, apoiou Iván Cepeda na eleição colombiana, vencida por De la Espriella.
“Na campanha presidencial colombiana, o presidente Lula apoiou abertamente Iván Cepeda e eu ganhei. Na campanha brasileira, apoiei Bolsonaro e Lula ganhou”, escreveu o colombiano. Em seguida, resumiu sua posição: “Quando o povo se pronuncia nas urnas, sua vontade é respeitada porque é sagrada”.
Líder colombiano cita diferenças ideológicas
Na mensagem, De la Espriella reconheceu que tem “grandes e profundas diferenças políticas e ideológicas” com Lula, mas defendeu que elas não impeçam a aproximação entre os dois governos. Segundo ele, Brasil e Colômbia têm desafios e oportunidades compartilhados e devem priorizar os interesses de suas populações.
O presidente colombiano apontou áreas em que considera importante haver cooperação bilateral: segurança, combate ao narcoterrorismo e à mineração ilegal, proteção da Amazônia e bem-estar dos cidadãos. Também mencionou o respeito mútuo e a soberania como princípios para orientar a relação entre os países.
“Brasil e Colômbia são países irmãos, com enormes desafios e oportunidades compartilhados. Temos muito a fazer e trabalhar em benefício de nossos povos”, afirmou.
Reações internacionais à eleição brasileira
Até a manhã de segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não haviam se manifestado sobre a vitória de Lula. Milei também havia apoiado Flávio Bolsonaro durante a campanha.
Entre os líderes latino-americanos que já parabenizaram o petista estavam os presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Chile, José Antonio Kast; e do México, Claudia Sheinbaum. Na Europa, Emmanuel Macron, Vladimir Putin e Pedro Sánchez também celebraram o resultado, assim como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e representantes do governo chinês.
Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% do total, segundo as informações divulgadas no conteúdo. A disputa marcou uma inversão de apoios entre os dois países: Lula respaldou o candidato derrotado na Colômbia, enquanto De la Espriella apoiou o adversário derrotado no Brasil.







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