Trump deixou Brasil de fora da liberação de verba humanitária, diz ONU

Informação da OIM, agência da ONU que apoia imigrantes, chegou ao governo Lula. Operação Acolhida vai precisar de terceirizados para ficar de pé.

A OIM, agência da ONU que atua no apoio a migrantes e refugiados, comunicou o Brasil que o país ficou de fora da liberação de verbas para tocar programas como a Operação Acolhida, que ajuda no resgate de imigrantes e refugiados venezuelanos no norte do país, informa o blog da Daniela Lima, no portal g1.

Após suspender as verbas para a organização da ONU, o governo Donald Trump retomou o financiamento de algumas ações humanitárias, mas não para o Brasil.

Segundo informação que chegou ao governo Lula, os estadunidenses vão voltar a bancar o trabalho da OIM em países como Iraque, Síria e na Faixa de Gaza.

“No México, só está autorizado o uso de recurso para ações de suporte na fronteira”, detalhou a fonte da organização. Trump trabalha para fechar completamente o acesso de mexicanos ao país.

O governo dos EUA responde por 60% de toda a verba que a OIM dispõe. Além disso, o organismo da ONU trabalha por projetos específicos, sendo impossível remanejar dinheiro de um plano para o outro, para viabilizar a continuidade, por exemplo, da Operação Acolhida.

A OIM administrava abrigos e também auxiliava no atendimento médico e de identificação dos imigrantes venezuelanos. O governo Lula tenta manter a Operação Acolhida de pé.

Terceirizados na Operação Acolhida

A Polícia Federal, por exemplo, terá de usar cerca de 40 terceirizados para substituir os funcionários da organização humanitária que atuavam junto ao órgão na fronteira.

Segundo uma fonte próxima ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, neste momento não há como deslocar um efetivo deste tamanho para Roraima.

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