O Brasil recebeu 194.331 migrantes em 2024, com os venezuelanos representando quase metade desse total. Segundo a 8ª edição do Boletim da Migração, divulgado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), 94.726 venezuelanos chegaram ao país por meio da Operação Acolhida.
A reunião familiar foi a principal justificativa para os pedidos de abrigo, somando 16.567 solicitações. Outros motivos incluíram trabalho e investimentos (14.507) e estudo (8.725). Também foram registrados pedidos para missões religiosas (2,3 mil), residência em fronteiras (1.966) e acolhida humanitária (4.317).
Em 2023, o Brasil recebeu 68.159 solicitações de refúgio, sendo 13.632 aprovadas, 24.887 extintas, 28.890 arquivadas e 318 negadas. A Venezuela segue como o principal país de origem dos refugiados reconhecidos (12.726), seguida pelo Afeganistão (283) e Colômbia (121).
Pacaraima é a porta de entrada dos venezuelanos no país
A principal porta de entrada dos venezuelanos é Pacaraima, em Roraima, onde a Operação Acolhida presta suporte para um deslocamento seguro e organizado. Atualmente, esses migrantes vivem em 1.026 municípios brasileiros, sendo Curitiba e Manaus as cidades que mais os receberam.
No fim de janeiro, as atividades da Operação Acolhida chegaram a ser suspensas após a Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, anunciar um bloqueio de repasses determinado pelo governo dos EUA. O governo brasileiro assumiu as ações emergenciais, mobilizando servidores para manter os serviços essenciais.
O MJSP destacou que o fluxo contínuo de venezuelanos exige a manutenção das políticas de apoio à crise humanitária.
Já em relação aos brasileiros no exterior, o relatório aponta que, até 2023, cerca de 5 milhões viviam fora do país, sendo os principais destinos os EUA (2,08 milhões) e Portugal (513 mil).
Com informações da Agência Brasil





