O presidente Donald Trump anunciou que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero e apontado como líder da organização criminosa Tren de Aragua, morreu durante uma operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela. A ação foi confirmada pelos governos dos dois países e teria ocorrido no estado de Bolívar, em território venezuelano.
Segundo Trump, a operação foi conduzida pelo Comando Sul dos Estados Unidos com apoio das autoridades venezuelanas. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que a ação foi rápida e resultou na eliminação do líder da organização, considerada uma das mais perigosas da América Latina.
O governo da Venezuela confirmou a participação na operação e informou que Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com integrantes de grupos criminosos na região sudeste do estado de Bolívar.
Em comunicado oficial, Caracas informou que a ação contou com intercâmbio de informações de inteligência e apoio tecnológico especializado entre os dois países.
Trump também divulgou um vídeo que, segundo ele, mostra o momento do ataque contra o local onde estaria o líder do grupo criminoso. Até o momento, a Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul dos EUA não divulgaram detalhes adicionais sobre a operação.
Recompensa de US$ 5 milhões
Niño Guerrero era considerado um dos criminosos mais procurados da Venezuela. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia uma recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.
Ele respondia a acusações relacionadas a associação criminosa, extorsão, tráfico de drogas e tráfico de armas, além de ter sido alvo de sanções impostas pelo governo americano em 2025.
O que é o Tren de Aragua
O Tren de Aragua surgiu em 2014 dentro da prisão de Tocorón, no estado venezuelano de Aragua, e expandiu sua atuação para diversos países da América Latina.A organização é investigada por envolvimento em crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, homicídios, exploração sexual e garimpo ilegal.
Em 2025, o governo Trump classificou o grupo como organização terrorista. Desde então, autoridades americanas intensificaram operações contra integrantes da facção e ações voltadas ao combate ao tráfico internacional de drogas.
Apesar de o governo de Nicolás Maduro ter anunciado o desmantelamento da organização após a ocupação da prisão de Tocorón, em 2023, Guerrero permaneceu foragido e continuou sendo apontado como principal líder do grupo.






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