O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova prorrogação no adiamento de possíveis ataques militares contra infraestruturas de energia do Irã. A decisão, tomada segundo ele a pedido do governo iraniano, estende a trégua por mais dez dias, fixando o novo prazo em 6 de abril.
Esta é a segunda vez que a Casa Branca recua na ameaça de “obliterar” as usinas iranianas, iniciada após o fechamento do Estreito de Ormuz. Embora Trump tenha afirmado em redes sociais que as conversas “estão indo muito bem”, ele demonstrou ambivalência horas antes, declarando não ter mais certeza se deseja um acordo e afirmando que Teerã está “desesperada”.
A proposta dos EUA e a resistência iraniana
A imprensa americana revelou que Washington enviou um plano de 15 pontos para encerrar o conflito no Oriente Médio. Entre as exigências centrais estão:
- Compromisso formal de não desenvolver armas nucleares;
- Desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
- Limitação do alcance de mísseis e fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah;
- Criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
O governo iraniano reagiu duramente. O Ministério das Relações Exteriores classificou o plano como “excessivo” e afirmou que Trump “não ditará o fim do conflito”. O chanceler Abbas Araghchi foi além, interpretando a abertura para o diálogo como um sinal de que os EUA “reconhecem a derrota”.
No momento, as negociações seguem apenas de forma indireta, sob forte tensão diplomática.





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