O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, iniciou sua gestão com planos de reduzir o número de secretarias e promover uma reestruturação administrativa no estado. A proposta inclui cortes de pessoal e a formação de uma equipe sem vínculos eleitorais, com foco técnico.
Atualmente, o governo estadual conta com 32 pastas. Couto já se reuniu com aliados de confiança para discutir mudanças, mas mantém sigilo sobre nomes estratégicos, especialmente para a Secretaria da Fazenda.
A ideia central, segundo interlocutores, é garantir uma administração mais enxuta e eficiente, sem influência de interesses políticos ligados às eleições.
Combate a irregularidades e rigor nas investigações
O governador interino também afirmou que pretende adotar uma postura firme diante de possíveis irregularidades e malfeitos na gestão pública. Caso identifique indícios de ilegalidade, ele deve acionar órgãos como o Ministério Público e forças policiais, incluindo a Polícia Federal.
De acordo com pessoas próximas, Couto quer que denúncias sejam formalizadas com provas, evitando acusações superficiais nas redes sociais. A promessa é de uma apuração rigorosa e dentro dos trâmites legais.
Essa postura reforça o perfil técnico do magistrado, que acumula a função no Executivo com sua atuação no Judiciário.
Agenda em Brasília e cenário político indefinido
Logo no início do mandato, Couto esteve em Brasília para reuniões com ministros de tribunais superiores, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. O objetivo foi entender os desdobramentos jurídicos envolvendo o ex-governador e lideranças da Assembleia Legislativa.
O cenário político no estado segue indefinido, especialmente diante da possibilidade de eleições indiretas. A decisão precisa ser tomada em curto prazo e caberá à Assembleia Legislativa definir o próximo chefe do Executivo até o fim do ano.
Nos bastidores, grupos políticos se movimentam para influenciar o processo, incluindo aliados de pré-candidatos ao Palácio Guanabara.
Disputa por eleição indireta mobiliza partidos
Partidos como PSD e PL atuam diretamente nas articulações para a eleição indireta. Há divergências sobre regras como o prazo de desincompatibilização de candidatos, tema que chegou ao STF e pode impactar nomes na disputa.
Enquanto isso, cresce a pressão para que o processo eleitoral ocorra rapidamente. Alguns grupos defendem que a permanência de Couto até o fim do ano poderia alterar o equilíbrio político no estado.
A decisão final dependerá tanto do Judiciário quanto das articulações dentro da Assembleia Legislativa.
Primeiras mudanças no governo estadual
Mesmo fora do estado, Couto assinou seu primeiro ato oficial: a exoneração do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. Para o cargo, foi nomeado o então chefe de gabinete da pasta, Marco Simões.
A mudança abre caminho para que Miccione participe da disputa pelo governo tampão, compondo possível chapa política.
Além disso, decisões recentes da gestão anterior, como a ampliação de poderes da Casa Civil, também passaram a ser questionadas por partidos de oposição, ampliando o clima de tensão política.






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