O Tribunal de Apelações da Argentina confirmou, nesta quarta-feira (13), a condenação de Cristina Kirchner a seis anos de prisão e a inelegibilidade para cargos públicos. A decisão unânime reforça a sentença de 2022, quando Kirchner, ex-presidente da Argentina de 2007 a 2015 e vice de 2019 a 2023, foi acusada de liderar um esquema para desviar recursos públicos, mas ela nega.
A defesa de Kirchner pode apelar à Suprema Corte, o que a mantém livre da prisão por enquanto. A Suprema Corte tem até dez dias para receber o caso, embora o julgamento possa levar anos para ocorrer.
A partir de março do próximo ano, o tribunal superior poderá começar a analisar o recurso. Sem cargos públicos atualmente, Kirchner perde a imunidade que possuía quando foi presidente e vice-presidente, o que aumenta o risco de prisão caso a Suprema Corte ratifique a sentença.
Ex-presidente é acusada de beneficiar empresário
O processo, que durou três anos e meio, detalha o favorecimento de Kirchner ao empresário Lázaro Báez, empreiteiro de Santa Cruz, província onde a carreira política dos Kirchner começou. A acusação afirma que Báez obteve 51 contratos para obras públicas, várias com estouro de orçamento e algumas inacabadas. Após o segundo mandato de Kirchner, em 2015, a empresa de Báez fechou.
Além de Kirchner, outras 12 pessoas foram julgadas, incluindo o ex-ministro Julio de Vido e o ex-secretário de obras públicas José López. A promotoria alega que Báez operava uma empreiteira cujo verdadeiro objetivo era desviar dinheiro público.
Segundo as acusações, a organização desviou cerca de US$ 1 bilhão dos cofres argentinos. Kirchner nega o esquema e acusa o tribunal de parcialidade, afirmando que a sentença já estava definida desde o início do julgamento. Ela argumenta que decisões sobre investimentos públicos são prerrogativas políticas e que o tribunal age como um “pelotão de fuzilamento”.
Com informações do g1





