O governo dos Estados Unidos proibiu a entrada da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner em seu território, alegando seu envolvimento em “corrupção significativa” durante seu período no cargo. A decisão, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, também atinge o ex-ministro do Planejamento Julio Miguel De Vido e, segundo veículos argentinos, os filhos da ex-presidente, Máximo e Florencia Kirchner.
De acordo com o comunicado oficial, publicado no site da Embaixada dos EUA em Buenos Aires, Kirchner e De Vido teriam liderado esquemas de suborno e desvio de recursos públicos, minando a confiança da população argentina e de investidores no país. “Essas designações reafirmam nosso compromisso de combater a corrupção global, inclusive nos mais altos níveis de governo”, afirmou a nota.
Cristina Kirchner reagiu com indignação à medida, acusando o presidente Javier Milei de influenciar a decisão. Em uma publicação no X (antigo Twitter), a ex-presidente disse que a sanção foi um pedido direto do governo argentino a Donald Trump. “Você não conseguiu se conter e saiu postando imediatamente, deixando todos os sinais de que foi um pedido seu”, escreveu Kirchner, sem mencionar Milei diretamente.
A ex-presidente responde na Justiça argentina por casos de corrupção e já foi condenada a seis anos de prisão em 2022 por favorecer o empresário Lázaro Báez na concessão de contratos públicos. A sentença foi mantida em 2024 por um tribunal de apelações, mas Kirchner recorreu à Suprema Corte. Ela foi absolvida da acusação de associação ilícita.
Cristina Kirchner governou a Argentina entre 2007 e 2015, sucedendo seu marido, Néstor Kirchner, e depois retornou ao poder como vice de Alberto Fernández (2019-2023). Julio Miguel De Vido, por sua vez, foi ministro do Planejamento desde a gestão de Néstor até o fim do segundo mandato de Cristina. O empresário Lázaro Báez, apontado como beneficiário do esquema, obteve 51 contratos públicos, alguns deles superfaturados ou inacabados.
Com informações do g1





