O temporal da noite de quarta-feira provocou alagamentos, deslizamentos e ao menos três mortes no estado do Rio de Janeiro. Na Baixada Fluminense, as enchentes tornaram-se um problema histórico, e os moradores do entorno do Rio Botas — que corta cidades como Nova Iguaçu e Belford Roxo — são os mais afetados. O transbordamento no rio não é novidade para quem vive na região, mas continua causando tragédias e alagando bairros inteiros. Na noite desta quarta-feira, o auxiliar de logística Marcos Vinicius de Souza Vasconcelos, de 20 anos, ajudou a salvar uma mãe e dois bebês, irmãs gêmeas, de apenas 1 ano, em um veículo prestes a ser levado pela correnteza.
No mês passado, o temporal que transbordou o rio fez com que o nível da água na região chegasse a quase dois metros. Em alguns lugares, só foi possível se locomover de barco. Na época, 12 pessoas morreram em razão das chuvas em toda a região metropolitana do Rio, cerca de 9 mil ficaram alojadas e 300, desabrigadas, segundo o Governo do Estado.
Com a repercussão da tragédia, houve uma reunião entre representantes estaduais, federais e das prefeituras para discutir ações emergenciais para lidar com os impactos das chuvas, inclusive com a previsão de obras para o Rio Botas. O estado informou que o projeto previa obras de controle de inundação e recuperação ambiental.
Em nota, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade informou que cadastrou o Projeto Iguaçu no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado pelo Governo Federal e está em tratativas com o Ministério das Cidades com o objetivo de obter recursos para financiamento das obras que estão orçadas em, aproximadamente, R$ 730 milhões. A proposta aguarda aprovação do Governo Federal, segundo o Estado.
Já o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) disse que executa, por meio do Programa Limpa Rio, a limpeza e o desassoreamento de trecho de cerca de um quilômetro do Rio Botas, desde o dia 15 de janeiro. Desde então, foram removidos cerca de 13.200 metros cúbicos de sedimentos.
Mulher desapareceu no Rio
Em janeiro, o carro em que estavam Elaine Cristina e Anderson Genovez caiu no Rio Botas quando o casal voltava de uma festa em que ele tinha trabalhado como DJ. O marido dela estava sendo guiado pelo GPS e, por conta da enxurrada na região, confundiu-se e achou que havia uma rua onde passava o curso de água. O veículo foi arrastado pela enxurrada na altura da linha de trem do bairro Caioaba, na divisa de Belford Roxo e Nova Iguaçu. Ele foi alertado por moradores do local, conseguiu ser salvo com uma corda, mas a mulher foi levada pela correnteza.
Com informações do GLOBO.
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