O ator Bruno Gagliasso venceu mais uma etapa da disputa judicial movida por um corretor de imóveis que cobra R$ 3 milhões de comissão pela venda de sua antiga mansão no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou, por unanimidade, o recurso do corretor Marco Antônio Pinheiro Loureiro, que pedia gratuidade de Justiça para prosseguir com o processo. As informações foram divulgadas pelo jornalista Ancelmo Gois, de O Globo.
Segundo a decisão da 3ª Câmara de Direito Privado, Marco Antônio não comprovou falta de recursos financeiros e deverá pagar cerca de R$ 60 mil em custas processuais se quiser manter a ação. O tribunal destacou que o corretor mantém padrão de vida elevado, mora em uma cobertura na Barra da Tijuca e costuma frequentar restaurantes de luxo, o que demonstra, segundo os desembargadores, que ele não se enquadra nos critérios de quem realmente precisa do benefício.
A defesa de Gagliasso, representada pela advogada Mariana Zonenschein, afirmou que o pedido de gratuidade seria uma tentativa de usar indevidamente um benefício público destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade.
“A discrepância entre o padrão de vida ostentado e a alegada hipossuficiência evidencia o uso indevido de um benefício que deve ser reservado a quem realmente necessita”, argumentou a advogada nos autos.
O processo teve início após a venda da mansão do casal Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank para o jogador de futebol Paolo Guerrero, por cerca de R$ 23 milhões. O corretor afirma ter apresentado o imóvel ao atleta e alega ter sido excluído da negociação meses depois, sem receber a comissão de intermediação. O imóvel, conhecido como Casa da Tenda, possui 3.300 metros quadrados de terreno e 1.250 metros de área construída.
Em agosto, o ator moveu uma queixa-crime contra Marco Antônio, acusando-o de difamação por declarações feitas à imprensa sobre o caso. Agora, com a decisão do TJ-RJ, o corretor precisa quitar as custas em até dez dias para seguir com a disputa judicial.






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