Dois estudantes morreram e outros três ficaram feridos após disparos de arma de fogo atingirem a Escola Estadual Luiz Felipe, em Sobral, no interior do Ceará, na manhã desta quinta-feira. De acordo com informações da imprensa local, os tiros partiram de pessoas que estavam do lado de fora da instituição, localizada no bairro Campos Velhos.
Segundo a TV Verdes Mares, o ataque ocorreu durante o intervalo das aulas, momento em que grande parte dos estudantes se encontrava nos corredores e no pátio. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) levaram os feridos a uma unidade de saúde da região. Até a última atualização, não havia informações sobre a motivação do crime nem sobre o estado de saúde dos estudantes baleados.
Histórico de violência escolar na cidade
Não é a primeira vez que Sobral registra episódios de violência armada dentro do ambiente escolar. Em 2022, outro ataque abalou a cidade quando um estudante abriu fogo contra três colegas em sala de aula, em uma escola estadual. Um jovem de 15 anos foi atingido e não resistiu aos ferimentos.
O novo episódio reacende o debate sobre medidas de segurança em instituições de ensino no Ceará, que nos últimos anos têm sido palco de casos isolados de violência armada, mobilizando autoridades e a comunidade escolar.
O perfil da escola atingida
A Escola Estadual Luiz Felipe atende exclusivamente estudantes do ensino médio. Segundo o Censo Escolar 2024, a unidade conta com 1.159 estudantes e 54 professores.
Os indicadores de desempenho revelam desafios e também conquistas. Em 2023, apenas 38% dos estudantes do 3º ano do ensino médio apresentaram conhecimentos adequados de português, segundo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Por outro lado, no Enem de 2024, nove estudantes obtiveram 900 pontos ou mais na redação — uma marca rara no exame, que tem pontuação máxima de mil. Outros 23 estudantes superaram a nota 800.
No primeiro semestre de 2025, a escola ofereceu uma formação em cidadania com foco na construção de relações saudáveis dentro e fora do ambiente escolar. A iniciativa buscava promover convivência pacífica, mas o novo episódio de violência escancara os desafios de segurança que vão além do espaço pedagógico.






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