Tijuca e Salgueiro definem sambas para o Carnaval 2027

Escolas do Grupo Especial escolheram os hinos que levarão à Sapucaí no próximo Carnaval

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A Unidos da Tijuca e o Acadêmicos do Salgueiro já têm os sambas-enredo que vão embalar seus desfiles no Carnaval de 2027. As duas escolas do Grupo Especial definiram suas composições vencedoras entre sábado (12) e a madrugada deste domingo (13).

Na Tijuca, o samba escolhido foi o da parceria formada por Ian Ruas, Caio Miranda e José Carlos. A composição vai acompanhar o enredo A cabeça do santo, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato e inspirado no livro homônimo da escritora cearense Socorro Acioli.

A história parte de uma estátua inacabada de Santo Antônio em Caridade, no Ceará, cuja cabeça acabou se tornando alvo de crenças, histórias e manifestações populares. A escola pretende levar para a Sapucaí elementos do sertão nordestino, da religiosidade e das festas populares.

A composição vencedora começa com uma referência à figura materna e à saudade e, ao longo da letra, mistura elementos da fé popular nordestina, como Padre Cícero e São Francisco, com imagens de festas juninas e referências ao universo de Santo Antônio.

“Cabeça do santo herdei, cabeça do santo sou!”

O samba também aproxima a história apresentada no enredo da própria identidade da escola, ao terminar com uma referência ao Borel:

“No Rio, em teu santuário, / Meu Juazeiro é o chão do Borel!”

A disputa contou com 15 composições inscritas. Segundo a escola, novas regras foram adotadas para reduzir os custos das parcerias e tornar o concurso mais acessível aos compositores.

Salgueiro aposta em Xica da Silva

No Salgueiro, o samba-enredo escolhido foi o de uma parceria que reúne Ian Ruas, Caio Miranda, José Carlos, David Carvalho, Luiz Fernando, Luana Rosa, Fabiano Mattos e Carlão.

A composição será o hino do enredo Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história, assinado pelo carnavalesco Leonardo Antan.

A escola propõe uma releitura da trajetória de Xica da Silva, colocando a personagem no centro da própria narrativa e relacionando sua história à resistência das mulheres negras.

A apresentação dos sambas finalistas foi antecedida por um espetáculo que percorreu diferentes representações de Xica no imaginário brasileiro, incluindo o desfile campeão do Salgueiro em 1963 e as interpretações de Zezé Motta, no cinema, e Taís Araújo, na televisão.

O samba vencedor traz referências à religiosidade afro-brasileira e à história da personagem, além de fazer uma defesa do direito das mulheres de construírem a própria narrativa:

“Toda mulher tem direito à própria história. Laroyê! Xica da Silva! Laroyê! Ê Mojubá!”

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo