TH da Maré estava escoltado por cerca de 30 seguranças em bunker, diz polícia

Ele acumulava ao menos 227 anotações criminais

O traficante Thiago da Silva Folly, conhecido como TH, estava escoltado por cerca de 30 seguranças dentro do ‘bunker’ no Morro do Timbau, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Considerado um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), ele acumulava ao menos 227 anotações criminais e 17 mandados de prisão em aberto.

As informações foram divulgadas pela Polícia Militar, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (13), convocada para detalhar os resultados da operação. Além do traficante, dois seguranças dele foram mortos durante o confronto com os militares.

“A operação foi um sucesso. Desde a morte dos dois PMs [do Bope], a inteligência não parou de trabalhar para identificar e prender esses criminosos. Houve um intenso confronto, mas eles foram neutralizados. A PM ficará na Maré por tempo indeterminado”, disse Victor Santos, secretário de Segurança Pública.

As investigações apontam ainda que TH dividia o comando da comunidade com outros dois comparsas: Edmilson Marques de Oliveira, o Cria ou Di Ferro, e Michel de Souza Malveira, o Bill ou Mangolê.  Segundo a corporação, ele coordenava treinamentos paramilitares dentro da comunidade.

A Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar realizou um levantamento sobre as atividades criminosas em 11 das 16 comunidades que formam o Complexo da Maré. Vídeos gravados pelos agentes mostram o traficante TH sendo monitorado por drones.

“Realizamos uma operação cirúrgica, com base em informações da nossa área de inteligência e adotando todas as medidas para minimizar riscos. É importante ressaltar que a Polícia Militar não fecha escolas nem hospitais. Os criminosos sim causam esses dados às comunidades”, afirmou o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.

A operação teve início por volta das 3h da manhã, e moradores relataram tiroteios intensos e incêndios provocados por barricadas colocadas por traficantes nos acessos ao complexo. A ação provocou interdições em vias importantes, como a Linha Amarela — fechada 10 vezes —, além da Linha Vermelha e da Avenida Brasil.

Segundo a corporação, entre os crimes mais graves atribuídos a TH está a morte dos dois policiais militares do Bope — Jorge Henrique Galdino Cruz e Rafael Wolfgramm Dias — durante uma operação em junho de 2024 na Maré. O objetivo da ação, na época, era combater o roubo de veículos nas vias expressas do Rio.

A Secretaria Municipal de Educação informou que 43 unidades escolares foram impactadas pelas operações policiais em curso na Maré. Já na rede estadual, duas unidades ficaram fechadas.

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