A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial neste domingo (15) com um dos enredos mais comentados — e polarizados — do Carnaval 2026. Mas para Teresa Cristina, uma das compositoras do samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a obra passa longe das urnas de outubro.
Em entrevista ao Agenda do Poder na Marquês de Sapucaí, a cantora e compositora rebateu as críticas de que o desfile teria conotação eleitoral. Segundo ela, o processo criativo focou na biografia e na superação, não no pleito presidencial deste ano.
“Em nenhum momento pensei que era um ano de eleição. Fizemos esse samba no ano passado, o enredo foi pensado para contar a história do Lula. O que a gente pensou foi contar a trajetória dele sob a ótica da mãe. Pensei na história de um brasileiro que precisa ser contada”, afirmou Teresa Cristina.
Apesar de afastar a intenção de campanha, Teresa reconheceu que a decisão da agremiação de levar um presidente em exercício para a Avenida foi ousada. A escola, que ascendeu ao Grupo Especial após vencer a Série Ouro em 2025, apostou alto no enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
“Achei desafiador uma escola escolher o Lula como enredo. Mas, a partir disso, recebi o convite para entrar na parceria e fiquei feliz. Gostei do resultado”, completou a artista.
Teresa assina a obra ao lado de um time de peso: André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr.
Desfiles do Grupo Especial começaram neste domingo
A Acadêmicos de Niterói foi a primeira escola a pisar na passarela do samba na noite deste domingo. Desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins, o desfile narrou a saga do menino que subia no pé de mulungu para sonhar com um futuro longe da seca.
Ainda na noite deste domingo e madrugada de segunda-feira, desfilam pelo Grupo Especial as escolas Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira.






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