A escritora Beatriz Bracher, autora de “Antonio” e “Anatomia do paraíso” e filha de Fernão Bracher, fundador do banco BBA, doou R$ 150 mil à campanha de Tabata Amaral à Prefeitura de São Paulo. É a terceira maior financiadora da candidatura da deputada.
Apesar da contribuição, Beatriz saiu em campanha por… Guilherme Boulos. A escritora é uma das signatárias do manifesto elaborado por artistas e intelectuais em defesa do voto útil no candidato do PSOL.
O documento cita que a situação de São Paulo é “especialmente preocupante” devido ao risco de “dois bolsonaristas passarem ao segundo turno”. Acrescenta que “um resultado como este representaria a consagração, pelo voto popular, da violência política, da defesa da tortura, do negacionismo científico, da destruição de direitos, do descaso com os mais pobres, do desprezo com a cultura, com as minorias e com a democracia, além do vasto programa de destruição do meio ambiente”.
A autora não endossou a carta intitulada “O futuro é agora, com Tabata Amaral”, que reúne a rubrica de figuras como Arminio Fraga, Luciano Huck e Marcos Palmeira.
Beatriz está na lista dos 25 principais doadores desta eleição. Repassou até o momento R$ 795 mil, distribuídos a 18 candidatos e três diretórios partidários. Entre eles, está Aava Santiago, vereadora goiana que tem atuado como uma ponte do governo federal com evangélicos.
Em 2022, a escritora foi a segunda maior financiadora da campanha de Lula. Naquele ano, contribuiu com 32 candidaturas, como Fernando Haddad, Túlio Gadêlha, Marcelo Freixo e Alessandro Molon.
A informação é do repóter Lauro Jardim em sua coluna em O Globo





