Subiu para 53 o número de mortos após o temporal que atingiu a zona da mata de Minas Gerais entre segunda-feira (23) e terça-feira (24). Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os dados mais recentes apontam que Juiz de Fora é a cidade mais impactada, com 47 vítimas fatais e 13 pessoas ainda desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros.
Os dois óbitos confirmados mais recentemente ocorreram em Juiz de Fora. As outras seis mortes foram registradas em Ubá, onde duas pessoas continuam desaparecidas. As duas cidades ficam a cerca de 130 quilômetros de distância. As equipes de busca seguem mobilizadas na região.
Juiz de Fora permanece em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira, diante da extensão dos danos causados pelas chuvas.
Resgates e operações de busca
Desde o início das chuvas, a Defesa Civil de Juiz de Fora contabilizou 1.257 ocorrências relacionadas ao temporal, entre deslizamentos, alagamentos e desabamentos.
O Corpo de Bombeiros atua em diferentes pontos da região. São seis frentes de trabalho em Juiz de Fora e duas em Ubá. De acordo com a corporação, 238 pessoas foram resgatadas com vida durante as operações.
As buscas por desaparecidos continuam, mesmo com o retorno das chuvas fortes em algumas áreas, o que dificulta o acesso e amplia o risco de novos deslizamentos.
Cidade com serviços reduzidos
Na manhã desta quinta-feira, a prefeitura de Juiz de Fora informou que o transporte coletivo segue operando de forma reduzida devido aos impactos na malha viária.
Em nota, o município afirmou que a restrição ocorre por causa “as vias interditadas e atendimento limitado em diversos bairros”.
A administração municipal também alertou que “Novos trechos obstruídos comprometem o atendimento de várias linhas”.
O cenário é de mobilidade comprometida, com bairros isolados e dificuldades no acesso a serviços essenciais.
Alerta para novas chuvas
Na noite de quarta-feira, a Defesa Civil de Minas Gerais fez um apelo para que moradores não retornem a áreas consideradas de risco.
“A previsão é de mais chuvas intensas na zona da mata”, afirmou o coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.
As instabilidades climáticas que atingem grande parte do país mantêm condições para temporais em praticamente todo o Sudeste, com maior intensidade na faixa que abrange a zona da mata mineira, o litoral e o leste de São Paulo, além dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
“Por isso mais uma vez: não retorne para as áreas de risco”, reforçou o coronel.
Moradores relatam falta de preparo
Embora tenham recebido alertas da Defesa Civil sobre o risco de temporais, moradores de Juiz de Fora relataram à Folha que nunca participaram de treinamentos ou orientações práticas sobre como agir em situações de emergência.
O município é o quarto do país que mais registrou alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências. Também lidera o ranking nacional de pessoas vivendo em áreas de risco, com cerca de 128 mil moradores nessas condições.






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