O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse ontem no programa Roda Viva que considera possível que o relatório da CPI da Covid leve a um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro pela PGR. Acrescentou, porém, que não acha conveniente iniciar este processo.
Temer disse que a CPI pode concluir que o presidente agiu com “incúria” no combate à covid-19. Isto poderia levar o Ministério Público a pedir o afastamento de Bolsonaro. Entretanto, insistiu que este não é o mmento ideal para um impeachment.
Temer, então aliado de Eduardo Cunha, participou do processo político que desestailizou o governo Dilma. Com isto, foi o beneficiário direto do impeachment da então presidente, tornando-se ele próprio presidente da República.
Agora, cinco anos depois, Temer entende que um processo de impedimento é “traumático” e, com o mandato de Bolsonaro já em estágio adiantado, esse efeito se ampliaria.
O Roda Viva perguntou se Dilma cometeu crime de responsabilidade para justificar o impeachment. Ele evitou o assunto e disse que o foco do impeachment é sempre político, não legal ou jurídico.






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