Um dos pivôs do golpe contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha lança, no próximo dia 17, o livro “Tchau, Querida — O Diário do Impeachment”. Cunha foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva por crimes envolvendo a Petrobras. O ex-presidente da Câmara está preso preventivamente por lavagem de dinheiro e evasão de divisas por recebimento de propinas em contas mantidas na Suíça. Ele cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica por ser considerado grupo de risco da Covid-19.
Num trecho do livro, segundo a revista, o ex-presidente da Câmara afirma que o vice-presidente Michel Temer trabalhou arduamente pelo impeachment e negociou cargos no governo antes mesmo da saída de Dilma.
“Temer não só desejava o impeachment como lutou por ele de todas as maneiras — ao contrário do que ele quer ver divulgado sobre o assunto”, escreveu Cunha, segundo a publicação. Ele acrescentou: “Jamais esse processo de impeachment teria sido aprovado sem que Temer negociasse cada espaço a ser dado a cada partido ou deputado que iria votar a favor da abertura dos trâmites.”
Cunha diz, segundo “Veja”, que, na busca por votos pela aprovação do impeachment, recebia as demandas dos deputados e levava a Temer, que decidia se aprovava ou não os pedidos. Um dos exemplos citados pelo ex-presidente da Câmara foi a nomeação de Marcos Pereira, do Republicanos, para o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.
De acordo com os relatos da revista, um dos motivos que levaram o então presidente da Câmara a dar prosseguimento ao processo de impeachment de Dilma foi a falta de apoio do PT ao seu nome na disputa pelo comando da Câmara. Na época, o partido decidiu lançar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). A falta de apoio do PT se somou, segundo Cunha, ao avanço das investigações da Lava-Jato sobre ele, o que foi considerado um complô liderado por Dilma, o então Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o procurador-geral da República à época, Rodrigo Janot. Ainda segundo “Veja”, Cunha diz que o então juiz Sergio Moro “era o seu próprio líder” e que ele “era e será candidato à Presidência da República”.
Cinco anos depois do golpe contra Dilma, Cunha diz no livro, segundo a revista, que poderia ter evitado o andamento do processo e que o rompimento com o PT foi um erro que o obrigou a arcar com as consequências disso. Cunha ainda admite, segundo “Veja”, que indicou um advogado de sua confiança para dar consultoria para o relator do processo de impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO).
Eduardo Cunha: “Temer negociou cargos para a aprovação do impeachment”
Um dos pivôs do golpe contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha lança, no próximo dia 17, o livro “Tchau, Querida — O Diário do Impeachment”. Cunha foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva por crimes envolvendo a Petrobras. O ex-presidente da Câmara está…






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