O governo federal está considerando transferir parte da COP30, cúpula global do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), de Belém para outra cidade do Brasil. Auxiliares do presidente acreditam que a infraestrutura da capital paraense pode não ficar pronta a tempo para receber um evento de tal magnitude até novembro do próximo ano.
A proposta em discussão seria concentrar em Belém apenas as agendas dos chefes de Estado e das principais autoridades, enquanto os demais eventos seriam realocados para Rio de Janeiro ou São Paulo. Essas metrópoles possuem infraestrutura mais consolidada e experiência em sediar grandes eventos.
No entanto, o Palácio do Planalto negou que existam planos para desidratar a COP em Belém. O Itamaraty reafirmou que a cidade paraense será a sede da conferência e continua trabalhando com o governo do Pará para garantir o sucesso do evento.
O governo estadual também confirmou que a COP30 está programada para Belém e que está empenhado em melhorar a infraestrutura, especialmente a quantidade de vagas em hotéis.
O Rio de Janeiro sediará a cúpula do G20 no final deste ano e já recebeu importantes eventos, como a Cúpula da Terra de 1992 e a Rio+20 em 2012. A proposta discutida seria realizar reuniões técnicas e fóruns paralelos à COP30 nessas cidades, atraindo a maioria dos delegados e participantes do evento.
A decisão final ainda não foi levada a Lula. Desde que Belém foi apresentada como candidata para sediar a COP30, as dificuldades logísticas e de infraestrutura têm sido levantadas, especialmente a capacidade hoteleira.
A capital paraense conta com cerca de 14 mil leitos de hotel, enquanto a demanda estimada para o evento ultrapassa 80 mil leitos. Apesar de estudadas algumas possibilidades de expansão, como o uso de embarcações e aluguel de residências, o governo federal vê desafios significativos para atender às necessidades da COP.
Com informações da Folha de S.Paulo





