A COP30, conferência mundial do clima que será realizada em Belém, no Pará, deve receber uma das maiores participações da história do evento. O governador Helder Barbalho (MDB) confirmou nesta sexta-feira (10) a presença de 50 chefes de Estado e 168 delegações oficiais. A expectativa é de que todas as 198 nações integrantes da Conferência das Partes enviem representantes à capital paraense.
Durante o Fórum Esfera, realizado na própria cidade, Barbalho anunciou que o número de inscritos ultrapassou 55 mil — dez mil a mais do que na última edição, em Baku, no Azerbaijão. O governador afirmou que a dimensão da conferência confirma o papel central da Amazônia nas negociações sobre o futuro climático do planeta. “Teremos todos os países que compõem a Conferência das Partes reunidos aqui, e queremos que essa COP vá além dos discursos”, declarou.
Obras e legado amazônico
Com o evento previsto para ocorrer dentro de um mês, o governo do Pará afirma que 98% das obras de infraestrutura estão concluídas. Barbalho destacou que os investimentos deixarão um legado permanente à população local. “Seguiremos trabalhando até o último dia com a certeza de que tudo estará pronto para uma COP extraordinária. Queremos constranger os países a cumprir o que assinaram no Acordo de Paris e apontar novas metas para o planeta”, afirmou o governador.
Entre as melhorias, estão a ampliação do sistema viário, revitalização de áreas públicas e adequação da rede hoteleira e de transportes para receber as delegações estrangeiras. O evento também deve gerar impacto econômico relevante, com o aumento do turismo e a movimentação do comércio local.
“Segundo ciclo da borracha”
O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), comparou a COP30 a um “segundo ciclo da borracha”, simbolizando uma nova fase de prosperidade para a cidade e para a Amazônia. Para ele, a conferência não será apenas um palco diplomático, mas também uma vitrine de oportunidades. “Depois da COP30, Belém será outra cidade, com uma nova mentalidade e cultura. Queremos mostrar nossas riquezas e também os desafios de quem vive na floresta”, afirmou.
Normando enfatizou que o evento precisa gerar resultados concretos para as populações amazônicas, historicamente marginalizadas nas decisões globais sobre o clima. “Além dos rios e das florestas, existe gente que não aceita mais ficar na invisibilidade. Queremos ações práticas que mudem vidas”, completou.
Expectativa mundial
Com a confirmação de dezenas de líderes e milhares de participantes, a COP30 deve se consolidar como um marco político e ambiental. Será a primeira vez que a conferência acontece no coração da Amazônia — bioma que ocupa papel central nos debates sobre desmatamento, transição energética e justiça climática.
O presidente do evento, o embaixador André Corrêa do Lago, prevê que a edição brasileira será “histórica” por aproximar os compromissos internacionais das realidades locais. Para o governo federal e para as autoridades paraenses, a COP30 representa a chance de transformar o discurso sobre sustentabilidade em ações concretas que beneficiem tanto o planeta quanto a população amazônica.
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