O senador Ciro Nogueira (PP-PI) revelou, em entrevista ao jornal O Globo, que Jair Bolsonaro já definiu o nome que pretende lançar à Presidência da República em 2026. Segundo o ex-ministro da Casa Civil, o anúncio oficial deve acontecer em janeiro, mas a escolha estaria restrita a dois nomes: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o do Paraná, Ratinho Júnior.
Para Ciro, a decisão de Bolsonaro é praticamente irreversível. “Acredito que ele já decidiu. Se fosse hoje, vejo dois candidatos viáveis: Tarcísio e Ratinho Júnior. Eles têm metade da rejeição do Bolsonaro e grande potencial de crescimento”, afirmou. O senador acrescentou que o apoio do ex-presidente é o fator determinante para qualquer candidatura da direita.
Tarcísio é o favorito de Bolsonaro, diz senador
Na avaliação de Nogueira, Tarcísio dificilmente recusaria um chamado direto de Bolsonaro. Ele lembrou que o atual governador paulista chegou ao cargo por insistência do ex-presidente. “Ele queria ser candidato ao Senado em Goiás, mas o Bolsonaro disse: ‘Você vai para São Paulo e vai ganhar’. E ele obedeceu. Não tenho dúvida de que, se for convocado agora, ele aceitará”, disse o parlamentar.
Ciro Nogueira também defendeu a união da direita e do centro-direita para enfrentar o PT nas urnas. Segundo ele, a pulverização de nomes — incluindo o de Eduardo Bolsonaro, que se colocou como pré-candidato — enfraquece o campo conservador. “Precisamos de um candidato que unifique a direita e o centro. Infelizmente, o Eduardo não cumpre esses pré-requisitos, porque está fora do país”, afirmou.
Críticas ao governo Lula e defesa da anistia
O senador aproveitou a entrevista para criticar o governo Lula, acusando o presidente de repetir políticas antigas. “O programa mais novo do governo é o próprio Lula. Ele voltou com o perfil de Chávez, não de Mandela”, disse. Nogueira também defendeu uma anistia ampla para os condenados dos atos de 8 de janeiro e cobrou votação urgente sobre a dosimetria das penas.
Questionado sobre o rompimento do PP com o governo, o senador reafirmou que a legenda deixará os cargos até a próxima semana e descartou qualquer aproximação com o Planalto. “Não vai acontecer nenhuma conversa minha com o presidente Lula. Já tomamos a decisão de não estar com ele em 2026.”
A declaração de Ciro Nogueira reforça o movimento de reorganização da direita em torno do nome de Bolsonaro, mesmo após sua inelegibilidade. A expectativa agora é sobre o anúncio oficial — e se Tarcísio de Freitas aceitará o desafio de suceder o ex-presidente na disputa pelo Planalto.






Deixe um comentário