Tanque do carro cheio, carrinho do mercado vazio! Vendas no comércio caem 1,8% no acumulado de 12 meses e desde maio chega a 2,7%

As vendas do comércio recuaram 0,8% em julho em relação a junho, segundo divulgou nesta quarta-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da terceira queda seguida. As informações são do portal G1 que mostra que nos sete primeiros meses do ano, no entanto, o indicador ficou positivo em 0,4%, voltando a…

As vendas do comércio recuaram 0,8% em julho em relação a junho, segundo divulgou nesta quarta-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da terceira queda seguida.

As informações são do portal G1 que mostra que nos sete primeiros meses do ano, no entanto, o indicador ficou positivo em 0,4%, voltando a recuar 1,8% no acumulado dos últimos 12 meses.

A terceira queda seguida após meses de alta mostra uma retomada da trajetória irregular detectada desde o período mais grave da pandemia, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O mês de abril foi o último com crescimento. Desde então, maio, junho e julho acumulam recuo de 2,7%.

Por conta disso, o setor se encontra praticamente no mesmo nível do período pré-pandemia, ou seja, fevereiro de 2020, com variação de 0,5%.

Apenas a atividade de Combustíveis e lubrificantes mostrou crescimento (12,2%) – resultado da política de redução do preço dos combustíveis, segundo Santos, destacando a deflação de 14,15% no item mostrado pelo IPCA de julho.

7 das 8 atividades tiveram taxas negativas

Em julho, em relação a junho, sete das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas:

  • Tecidos, vestuário e calçados (-17,1%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-3,0%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%)
  • Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-1,5%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,4%)
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%)

Na comparação com julho de 2021, o comércio varejista recuou 5,2%.

Veja abaixo o resumo do desempenho do setor:

  • Terceira taxa negativa mensal seguida no ano (-0,8%), após 4 taxas positivas: predomínio das taxas negativas em 7 das 8 atividades
  • Terceira taxa negativa consecutiva na comparação interanual (-5,2%): predomínio das taxas negativas em 5 das 8 atividades
  • Após duas taxas negativas, o acumulado do ano tem a quinta taxa positiva seguida (0,4%): predomínio de taxas positivas em 6 das 8 atividades
  • Terceira taxa negativa no acumulado de 12 meses (-1,8%), após 55 taxas positivas: taxas negativas em 4 das 8 atividades

O maior recuo foi em Tecidos, vestuário e calçados. Para Santos, o comportamento na atividade tem alguns fatores.

“Algumas das grandes cadeias comerciais apresentaram redução na receita, sobretudo na parte de calçados. Além disso, pode haver também escolhas do consumidor, considerando a redução da capacidade do consumo atual”, afirma.

No varejo ampliado, que engloba também as vendas de veículos e materiais de construção, a queda foi de 0,7%, a segunda seguida.

Na passagem de junho para julho, 20 unidades da Federação tiveram queda, com destaque para Bahia (-3,1%), Rio de Janeiro (-3,1%) e Maranhão (-2,8%). Por outro lado, das sete UFs que apresentaram taxas positivas, destaca-se Mato Grosso (3,5%), Paraná (1,7%) e Amapá (1,5%).

Já no confronto com julho de 2021, também houve queda em 20 das 27 UFs, com destaque para Rondônia (-24,1%), Tocantins (-11,4%) e Acre (-11,3%), enquanto, no lado das altas, ressalta-se a influência de Roraima (10,1%), Alagoas (5,8%) e Ceará (2,5%).

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading